A Associação de Futebol Argentino (AFA) confirmou a partida dos jogadores, que estiveram no centro da polémica, juntamente com Cristian Romero e Giovanni Lo Celso, do Tottenham, por alegadamente não terem cumprido o protocolo sanitário de covid-19, já que antes do jogo da seleção alinharam pelos clubes de Londres, para o campeonato inglês.

As normas sanitárias em vigor exigem que as pessoas que entrem no país e tenham estado nos 14 dias anteriores no Reino Unido, Índia e África do Sul cumpram uma quarentena obrigatória de 10 dias. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil (Anvisa), os quatro futebolistas deram "informações falsas" sobre a matéria, aquando do processo de entrada no Brasil.

"Por acordo com o treinador Lionel Scaloni, os futebolistas Emiliano Martínez e Emiliano Buendía foram autorizados a regressar ao seu país", refere hoje a AFA, na sua conta de Twitter.

O guarda-redes Emiliano Martínez, um dos 'heróis' da Copa América conquistada pela Argentina, falou aos jornalistas no aeroporto antes de regressar à Europa e assegurou que os jogadores envolvidos foram para a concentração "por amor à camisola".

"Os quatro que jogam em Inglaterra nunca puseram em dúvida vir à seleção, pelo amor que sentimos pela camisola. Por mais que a 'Premier' não nos deixasse vir, nós quisemos vir para estar com o grupo, sobretudo porque é depois de ganharmos a Copa América", disse.

No domingo, a Anvisa, acompanhada com elementos da polícia, irrompeu no relvado do jogo em São Paulo, alegando que quatro futebolistas argentinos não cumpriram as regras do combate à pandemia de covid-19, depois de já terem sido instados a ficar em quarentena no hotel.

Os eternos rivais sul-americanos enfrentavam-se em São Paulo, na Arena Neo Química, em jogo de apuramento da zona sul-americana para o Mundial2022, interrompido quando estavam decorridos cinco minutos.

Os quatro jogadores foram colocados em quarentena quando chegaram ao Brasil, tendo também sido aconselhados a “regressar ao país de origem”.

Depois de alguma discussão, a equipa da Argentina abandonou o relvado do encontro, enquanto os jogadores do Brasil ficaram em campo a realizar um treino.

Os argentinos, escudados pela autorização da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), negaram qualquer conduta imprópria e o presidente interino da Confederação Brasileira de Futebol, Ednaldo Rodrigues, considerou que a Anvisa “excedeu os limites do bom senso” ao interromper o jogo.

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