Istambul acolhe, a 30 de maio do próximo ano, a 28.ª final da Liga dos Campeões. A UEFA voltou a escolher a cidade que liga a Europa à Ásia como palco do jogo decisivo da 65.ª edição da principal competição de clubes da Europa. A primeira vez foi em 2005, num jogo que opôs o Liverpool ao AC Milan. O estádio Atatürk, com capacidade para mais de 70 mil espetadores e em obras até março, será o palco da partida.

Hamit Altintop, antigo jogador do Galatasaray, Bayern de Munique e Real Madrid, hoje embaixador UEFA da final, recordou ao SAPO24 que as anteriores experiências em solo turco - a “final da Liga Europa, em 2009, a Supertaça europeia, em 2019, e o campeonato do mundo sub-20, em 2013” - ajudaram, com naturalidade, à escolha de uma cidade que “respira futebol”.

“Contente” com a escolha de Istambul para receber a melhor “a melhor final do mundo”, o antigo internacional turco faz questão de separar a situação política daquilo que se passa no campo de futebol. “Estamos a falar de desporto. Estamos a celebrar a final”, salientou. “É uma cidade cosmopolita. Temos segurança, comida, hotéis, temos muito turismo, temos tudo e devemos falar de futebol e não de política”, reforçou durante a conversa telefónica, sem se alongar mais no assunto.

E no campo de futebol há duas realidades distintas.

A nível de seleção, a Turquia, líder do grupo H na fase de apuramento para o Europeu 2020, com 19 pontos (os mesmos que França), uma vitória e dois jogos por disputar (a 14 de novembro recebe a Finlândia, e desloca-se a Andorra a 17), garante a presença na 16.ª edição da competição, comemorativa dos 60 anos do torneio, que será disputada em 12 países.

Em relação aos clubes, o cenário das suas participações na Liga Europa e na Liga dos Campeões não é tão risonho. Na principal competição, o Galatasaray, 4.º do grupo A, com 1 ponto, poderá só ambicionar seguir para a Liga Europa, onde os clubes turcos não têm dado boa conta do recado. O Besiktas (grupo K), que jogou ontem em Braga, é último classificado, assim como o Trabzonspor (grupo C). Somente o İstanbul Başakşehir (2.º do grupo J) poderá sonhar com um lugar na fase seguinte.

Hamit Altintop olha para dentro, para o futebol turco, e elogia a “nova geração de jogadores” que se estendem pela Seria A (Itália), La Liga (Espanha), Alemanha e Inglaterra. O antigo jogador do Real Madrid sustenta que esta exportação de talentos é “um bom feedback” do trabalho que é desenvolvido na Turquia e pela federação turca de futebol que tem vindo a trilhar o caminho que “Portugal, Alemanha ou Inglaterra” fizeram ao nível da formação, concluiu.

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