Os portugueses Rui Costa (UAE Team Emirates) e Nélson Oliveira (Movistar) integram o pelotão da clássica do ciclismo italiano - Tirreno-Adriatico -, prova que arranca no próximo dia 8 de março e termina a 14.

Prova de estrada, por etapas, integra contrarrelógio, individual e por equipas, e um prémio de montanha, apresenta um percurso sui generis ligando as costas do Mar Tirreno ao Mar Adriático, partindo de Lido di Camaiori e terminando em San Benedetto del Tronto.

Conhecida como “A Corrida dos Dois Mares” atravessa o centro de Itália, passando por zonas afetadas pelos sismos de 2016.

Aproveitando o facto de ligar duas costas que banham a “bota” italiana, o ciclista líder da prova envergará a camisola azul, em vez da habitual de cor amarela, sendo que o vencedor conquista um “tridente”, em referência a Neptuno, Deus romano do Mar. Anualmente, o troféu é retirado do fundo do mar por mergulhadores da Guarda Costeira Italiana.

Criada em 1966, a “Corrida dos dois Mares”, realiza-se quase sempre no início da temporada do circuito Europeu, servindo de preparação para a “clássica” Milão – São Remo e para o Giro d’Italia.

A 52ª edição conta com 22 equipas e será transmitida no canal Eurosport. Para além do ciclista português Rui Costa, que venceu recentemente Volta a Abu Dhabi, a corrida contará com outras figuras de destaque, como Primoz Roglic (LottoNL Jumbo), que recentemente conquistou a Volta ao Algarve, Nairo Quintana (Movistar), Vicenzo Nibali (Bahrain Merida - Bardiani CSF), Fabio Aru, Michele Scarponi, Moreno Moser (Astana), Peter Sagan (Bora Hansgrohe), Greg Van Avermaet (BMC), Michal Kwiatkowski, Geraint Thomas, Elia Viviani, Mikel Landa (Sky), Thibaut Pinot (FDJ), Edvard Boasson Hagen, Mark Cavendish (Dimension Data), Domenico Pozzovivo (AG2R La Mondiale) ou Bauke Mollema (Treck Segafredo).

Alberto Contador (em 2014), Nairo Quintana (2015) e Greg Van Avermaet (2016) foram os três últimos vencedores desta histórica prova que tem sido dominada por italianos, que somam 24 vitórias no Tirreno-Adriatico, sendo que a última vez que o “Tridente” ficou em casa foi em 2013, graças a Vincenzo Nibali. O belga Roger De Vlaeminck é o recordista de vitórias, com um total de seis, obtidas de forma consecutiva entre 1972 e 1977.

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