As partidas das taças europeias, previstas para esta semana e a próxima, serão uma nova oportunidade para que continuem a enviar mensagens de paz e de condenação, como têm vindo a fazer desde o início da invasão russa da Ucrânia.

Zinchenko sente "muita dor"

O lateral e médio do Manchester City, Oleksandr Zinchenko, e o extremo do West Ham, Andriy Yarmolenko, são dois dos três ucranianos que disputam a Premier League da Inglaterra, uma liga onde não há jogadores russos.

"Vou ser honesto, se não fosse pela minha filha ou minha família, eu iria para lá", explicou Zinchenko durante uma entrevista à BBC no último sábado.

"O que mais se aproxima do sentimento que eu tive, é talvez o que acontece quando alguém próximo morre. Vocês sabem, a sensação de sentir tanta dor cá dentro. Eu não fiz outra coisa além de chorar", acrescentou Zinchenko, de 25 anos de idade.

O jogador não esteve em campo neste fim de semana e tudo indica que não estará na equipa que enfrentará na quarta o Sporting na Liga dos Campeões.

Tampouco tem participado nas partidas o seu compatriota Yarmolenko, de 32 anos, que também esteve ausente na jornada do fim de semana.

"Não vamos pressioná-lo" a voltar, garantiu David Moyes, treinador dos 'Hammers', que enfrentam o Sevilla na quinta-feira em jogo a contar para a segunda mão dos oitavos de final da Liga Europa.

Yaremchuk ovacionado

A 23 de fevereiro, na véspera do início da invasão do seu país, o ponta de lança do Benfica, Roman Yaremchuk, exibiu uma camisa com o brasão de armas da Ucrânia para comemorar um golo contra o Ajax na Liga dos Campeões.

"Estando a milhares de quilómetros da minha pátria, envio apoio a todos os que estão atualmente em perigo na nossa terra natal", explicou o avançado de 26 anos no seu perfil no Instagram.

Dias depois, quando saiu do banco para entrar no duelo contra o Vitória de Guimarães, em jogo a contar para a I Liga, o jogador nascido em Lviv foi ovacionado.

"O vosso aplauso não é para mim, é para todas as pessoas e soldados que protegem a minha família, os meus amigos e toda a Ucrânia", escreveu o jogador nessa mesma rede social. Yaremchuk voltou a entrar em campo no fim de semana, contra o Portimonense, com uma braçadeira negra de luto, e deverá estar entre os 11 que enfrentam o Ajax na segunda mão da Champions em 15 de março.

Malinovskyi comprometido

No primeiro dia da invasão russa, Ruslan Malinovskyi juntou-se aos protestos internacionais mostrando uma camisola contra a guerra depois do primeiro dos seus dois golos pela Atalanta contra o Olympiakos, em Atenas.

"Não é fácil, mas Ruslan está sempre a tentar jogar pelos nossos adeptos, inclusive se estiver a acontecer algo verdadeiramente grave", declarou a sua esposa Roksana no sábado, ao jornal italiano Corriere dello Sport.

Com o apoio de um grupo de adeptos organizados de Bérgamo, o casal Malinovskyi organizou um leilão de camisolas de jogadores do Atalanta para arrecadar fundos para a Ucrânia.

Para o duelo da Liga Europa contra o Bayer Leverkusen, na quinta-feira, o mesmo grupo colocará à venda cachecóis a mostrar duas mãos apertadas, com os nomes de Malinovskyi e do seu companheiro de equipa russo, Alexey Miranchuk, segundo a publicação desportiva.

Os dois jogadores, que estiveram juntos em campo no sábado contra a Roma, também receberam o apoio dos seus companheiros: "No outro dia, enquanto a loucura da guerra colocava Rússia e Ucrânia uma contra a outra, eles abraçaram-se. Nós aproximámo-nos deles e vamos continuar a fazê-lo neste momento tão difícil", declarou o italiano Matteo Pessina, também ele jogador da Atalanta.

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