Numa reunião realizada por videoconferência com representantes de clubes, ligas, associações nacionais e confederações, a FIFA propôs algumas linhas que, espera, sejam "seguidas em todo o mundo", conforme divulgado no comunicado emitido hoje pela entidade.

Tendo em conta os vínculos que "normalmente expiram quando a época termina" e face à "suspensão das competições na maioria dos países" que vai adiar o final das provas, a FIFA aconselha que os contratos dos futebolistas que se encontrem nessa situação sejam prolongados.

"Foi proposto que os contratos sejam estendidos até à altura em que, de facto, a temporada termine. Esta era, aliás, a intenção inicial das partes, aquando da assinatura dos contratos, além de que permitirá preservar a integridade e estabilidade desportivas", refere a nota emitida pela FIFA.

Da mesma forma, os vínculos que teriam início no arranque da próxima época deverão entrar em vigor "apenas quando a época efetivamente se iniciar", uma vez que a maioria dos campeonatos terá de começar mais tarde do que o previsto.

A entidade máxima do futebol mundial referiu ser "igualmente necessário reajustar a janela de transferências, perante as atuais circunstâncias".

"A FIFA será flexível e permitirá que a janela de transferências seja alterada, de forma a ocorrer entre o final desta época e o início da próxima", transmitiu a organização liderada por Gianni Infantino.

Já no que diz respeito à relação laboral entre clubes e jogadores, a FIFA aconselhou "fortemente" as partes a "encontrarem soluções enquanto o futebol estiver em suspenso".

Contudo, caso existam divergências, irá "analisar os casos" que lhe sejam endereçados e avaliar "se houve uma tentativa séria de o clube chegar a acordo com os jogadores", "a situação financeira do clube", "a proporcionalidade dos ajustes nos contratos dos jogadores", "o salário líquido dos jogadores após eventuais ajustes no contrato" e "se os jogadores foram todos tratados da mesma forma".

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,3 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 75 mil. Dos casos de infeção, cerca de 290 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia, e o continente europeu é neste momento o mais atingido, com cerca de 708 mil infetados e mais de 55 mil mortos.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 17 de abril, registaram-se 345 mortes e 12.442 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.

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