A noite de quarta-feira foi amarga para o SL Benfica. Se os encarnados mostraram que era possível, ao contrário do que muitos diziam, marcar três golos em Anfield Road, também mostraram a real distância entre as duas equipas com erros básicos em momentos decisivos que ditaram que os pupilos de Nelson Veríssimo voltassem a sofrer três golos, tal como aconteceu no jogo da primeira mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões, no estádio da Luz.

No final, tendo em conta a diferença de qualidade entre as duas equipas, pode dizer-se que o Benfica caiu com honra diante do Liverpool, naquela que parece ser a meta na Champions das águias que nunca, no atual formato da competição que vigora desde 1992/93, conseguiram passar os quartos. No entanto, mesmo perante a eliminação, houve um homem dos encarnados que ficou mais alto que todos os outros. O seu nome? Darwin Núñez.

O uruguaio apontou um dos tentos da noite, fechando a conta pessoal na Liga dos Campeões, na sua primeira época a disputar a competição, em seis golos, superando assim o recorde, no atual formato, que vigorava desde 1998/99, e que pertencia a Nuno Gomes.

Darwin teve como vítimas o FC Barcelona (2x) e o Bayern Munich na fase de grupos, tendo apontado um golo frente ao Ajax, no jogo da segunda mão dos oitavos-de-final, e dois frente ao Liverpool, um em cada mão da eliminatória.

Recuando 23 anos, a época do Benfica na Champions não foi propriamente boa. As águias ficaram em segundo lugar na fase de grupos, atrás dos alemães do Kaiserslautern, e à frente do PSV e HJK. À época nem todos os segundos lugares da tabela valiam uma slot na fase a eliminar, sendo apenas selecionados os dois melhores. O número de golos recorde, então, de Nuno Gomes foram insuficientes.

Olhando para o futuro, e caso Darwin Núñez permaneça no Benfica na próxima época, numa altura em que existem vários rumores do interesse de clubes das principais ligas estrangeiras no avançado, e que as águias se consigam qualificar para a Liga dos Campeões, algo que, tendo em conta o atual terceiro lugar ocupado pela equipa dirigida por Nélson Veríssimo na liga portuguesa, dependerá de uma pré-eliminatória, o uruguaio fica em boa posição para se tornar no melhor marcador de sempre do Benfica na Champions.

Atualmente, Óscar Tacuara Cardozo, com 11 golos, é o melhor marcador de sempre dos encarnados na liga milionária. Segue-se Nuno Gomes, com sete golos. Darwin surge já na terceira posição, com seis golos, tendo com uma só época passado por cima dos registos de Nicolás Gaitán (cinco golos), Fabrizio Miccoli (quatro golos), Raúl Jiménez (quatro golos) ou Eduardo Salvio (quatro golos).

Para já, certo é que Darwin está a viver a melhor época da carreira, somando um total de 32 golos, a que se juntam três assistências. Os números adivinham que o título de melhor marcador da liga portuguesa também não lhe deve fugir, uma vez que, a cinco jogos dos fim do campeonato, soma 24 golos na competição, mais nove que o segundo melhor marcador, o portista Mehdi Taremi, que já fez abanar as balizas da liga Bwin em 15 ocasiões,

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