Depois dos triunfos em 2009, 2010, 2011, 2012 e 2015, o jogador do FC Barcelona voltou a vencer, repetindo a eleição da FIFA - que de 2010 a 2015 entregou o prémio em parceria com a revista gaulesa - como o melhor da época 2018/19.

O argentino ficou à frente do holandês Virgil van Dijk, do Liverpool, Cristiano Ronaldo, da Juventus, e Sadio Mané também dos Reds.

Em 2019, o ‘10’ argentino contabiliza 46 golos marcados e 17 assistências, em 54 jogos, sendo que, coletivamente, conquistou a Liga espanhola 2018/19 e foi terceiro na Copa América.

O ano de Lionel Messi

Num ano em que apenas conquistou coletivamente a Liga espanhola, o que fez individualmente devolveu a Messi, com naturalidade, ao lugar mais alto do futebol mundial, com a conquista da sexta ‘Bola de Ouro’.

Depois de já ter sido eleito pela FIFA, num ‘The Best’ respeitante à época 2018/19, o jogador do FC Barcelona também convenceu os jornalistas votantes para o galardão da revista francesa France Football correspondente ao ano de 2019.

Numa altura em que o ano ainda não fechou, Messi, de 32 anos, soma 46 golos e 17 assistências, em 54 jogos, com uma percentagem de vitória de 68,5%, entre os embates pelo ‘Barça’ e a seleção argentina.

Em termos individuais, o argentino falhou o prémio de melhor da UEFA, conquistado pelo central holandês Van Dijk, do Liverpool, mas, além do galardão da FIFA, ganhou a sua sexta ‘Bota de Ouro’ e foi o ‘rei’ dos marcadores da ‘Champions’.

A sexta vitória de Messi, depois de 2009, 2010, 2011, 2012 e 2015, explica-se muito pelos seus números, dos quais nenhum outro jogador ficou sequer próximo, mas também pelo acumular de exibições de grande nível, umas atrás das outras.

Destaque, em particular, para a sua cada vez mais aprimorada qualidade nos livres diretos: em 2019, já marcou sete, mais do que qualquer equipa.

A ‘coluna’ dos títulos coletivos foi a sua única falha, se bem que tenho conquistado a Liga espanhola, a prova que pauta a regularidade, que não fica em causa por um dia mau ou um azar, mas consagra invariavelmente os melhores.

O FC Barcelona dominou o campeonato espanhol, uma constante na ‘era’ Messi – dois consecutivos, quatro dos últimos cinco, cinco dos últimos sete e oito dos últimos 11 -, e, a determinada altura, parecia capaz de arrebatar tudo.

A segunda mão das meias-finais da ‘Champions’ acabou, porém, de forma inesperada, com os ‘sonhos’ de mais uma temporada épica para os lados da Catalunha, face ao desaire por 4-0 em Liverpool, após um feliz 3-0 em casa.

Nesse disse, em Anfield Road, o FC Barcelona ficou fora da ‘Champions’ – um ano depois de semelhante deceção, em Roma, com um 0-3 depois de um 4-1 – e da época, acabando por não ter força mental, depois, para superar o Valência na final da Taça.

Para Messi, a época só fechou na Copa América, prova que uma Argentina em renovação conseguiu um positivo ‘bronze’, ao bater o Chile a fechar - com o ‘10’ a somar a segunda expulsão da carreira - depois da eliminação nas ‘meias’ face ao anfitrião Brasil, num embate com arbitragem polémica.

Na presente temporada, o argentino lesionou-se logo no primeiro treino e só foi titular pela primeira vez no FC Barcelona em 24 de setembro, mas, desde que isso aconteceu, só num de 14 jogos não conseguiu marcar ou assistir.

Em 2019/20, soma, para já, 13 golos e nove assistências, em 16 encontros, com o FC Barcelona já nos ‘oitavos’ da ‘Champions’ e na liderança da Liga espanhola. Pela Argentina, terá nova Copa América em junho/julho, uma nova oportunidade.

Quanto aos outros troféus masculinos, o guarda-redes brasileiro Alisson, do Liverpool, arrebatou o prémio para melhor guarda-redes (Troféu Yashin) e o central holandês Matthijs De Ligt, que trocou o Ajax pela Juventus, o de melhor jogador de menos de 21 anos (Troféu Kopa).

Por seu lado, a norte-americana Megan Rapinoe conquistou a Bola de Ouro feminina, repetindo a eleição da FIFA, e sucedeu à norueguesa Ada Hegerberg.

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