“No final do jogo [das meias-finais da Taça da Liga, com o Moreirense], o recorrente Rui Carlos Pinho da Vitória dirigiu-se à equipa de arbitragem de dedo em riste a apontar para o árbitro adicional número um [Hugo Miguel], dizendo: ‘Parabéns, já conseguiste o que querias! Isto é uma vergonha!’, continuando, dirigindo-se a todos os elementos da equipa de arbitragem, disse: ‘Vieram para aqui tantos fazer o quê?'”, lê-se no acórdão do CD.

Ainda de acordo com o mesmo documento, “em consequência daquele seu comportamento, o recorrente (…) foi expulso pelo árbitro designado para aquele jogo, Tiago Martins”.

Neste acórdão, o CD nega provimento ao recurso apresentado pelo Benfica depois de o técnico ter sido suspenso por 15 dias, por lesar a honra e a reputação da equipa de arbitragem do jogo disputado em 26 de janeiro, em os ‘encarnados’ perderam por 3-1 com o Moreirense.

Na sequência dessa decisão, que já era conhecida desde a semana passada, o Benfica anunciou o recurso para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD).

“Por esta decisão se revelar incompreensível e como tal inaceitável, quando decide manter a sanção disciplinar então aplicada de 15 dias, será interposto o competente recurso para o TAD, na expectativa de este vir a confirmar a sua recente e dominante jurisprudência nestes casos”, lê-se num comunicado dos ‘encarnados’, de 07 de fevereiro.

O Benfica criticou a “decisão errónea e tardia” e considerou que o recurso interposto, no passado dia 30 de janeiro de 2017, “deveria desde logo suspender a aplicação deste castigo”, criticando a “qualificação da conduta imputada ao seu treinador”.

Na sequência deste castigo, o técnico falhou os encontros com Vitória de Setúbal (derrota por 1-0), Nacional e Arouca (triunfo por 3-0 em ambos), todos para a I Liga.

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