Nuno Borges e Francisco Cabral, melhor dupla nacional, sobem hoje (12h50) ao court principal do Millennium Estoril Open para a primeira meia-final das carreiras num ATP, depois de terem conquistado oito títulos challengers nos últimos 11 meses.

Na estreia de ambos num torneio do principal circuito, a tarefa na histórica e inédita presença no jogo às portas da final não se adivinha fácil para a dupla formada nos tempos de infância.

Pela frente, terão o britânico Jamie Murray, antigo n.º1 mundial de pares e atual 22.º classificado e o neozelandês Michael Venus, número 11 do mundo.

“Não vou dizer que estamos focados no troféu, porque vamos jogar contra o Murray e o Venus. São dois jogadores que estão dentro dos 30 primeiros e são adversários de alto nível, estão mais do que rodados em meias-finais ATP e é a nossa primeira. Mas sabemos o nosso nível e vamos lá para ganhar” garantiu Cabral, 24 anos e 106.º do ranking, que pode, ao lado de Nuno Borges, tornarem-se o primeiro par português campeão num torneio ATP.

Poucos minutos após eliminarem Nathaniel Lammons e Tommy Paul e horas antes de subirem ao palco principal do único torneio português do circuito ATP, Borges, 25 anos, realça que a expectativa “é igual aos encontros anteriores”. O tenista de Matosinhos considera que “são sempre adversários de alto nível” e que a dupla terá “sempre de estar no nosso melhor para poder ganhar”, acrescentou o 131.º da hierarquia.

A espreitadela que Jamie Murray, detentor de dois títulos do Grand Slam (Open da Austrália e Open dos Estados Unidos em 2016) e 26 títulos de pares, irmão mais velho de Andy Murray, número 1 mundial em singulares, fez à dupla portuguesa, no court número 3, arrancou sorrisos de Nuno Borges. “Por acaso não reparei. Temos muito com que nos preocupar. Aliás, nem vimos a partida deles, mas já temos a noção do que é que fazem. Já os vimos na televisão muitas vezes, se calhar eles é que não nos conheciam tão bem, por isso não é de estranhar”, sublinhou.

A dupla nacional respira confiança e cumplicidade dentro e fora da terra batida do Estoril. “Aquilo que estamos a fazer agora é fruto do trabalho que temos vindo a fazer nos últimos anos e dos muitos encontros que jogamos juntos. A química está lá, e agora o ténis começa a aparecer e começamos a ganhar encontros a este nível”, considerou.

Sem se preocupar na eventual entrada no top-100 do ranking e sem medo de pisar o court central do Clube de Ténis do Estoril (12h50), Francisco Cabral convocou o público português. “Era importante para nos momentos cruciais termos ali um bónus de 20, 30, 40, 50% que nos ajuda. Esperamos que amanhã (hoje) sejam ainda mais pessoas, porque isso ajuda-nos”, rematou o tenista do Porto.

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