No Estádio Stozice, em Ljubljana, um golo de Lukas Nmecha, aos 49 minutos, selou o terceiro título da ‘mannschaft’ (2009, 2017 e 2021), vice-campeã em 1982 e 2019, e impediu os lusos de inverterem as derrotas nas finais de 1994 (0-1 face à Itália, com ‘golo de ouro’) e 2015 (3-4 com a Suécia nos penáltis, após um ‘nulo’ nos 120 minutos).

Os pupilos de Rui Jorge quebraram uma série de 12 vitórias consecutivas em partidas oficiais, cinco das quais na fase final do Euro2021 de sub-21, diante de Croácia (1-0), Inglaterra (2-0) e Suíça (3-0), todas na primeira fase, disputada no final de março, e face às pentacampeãs Itália (5-3, após prolongamento) e Espanha (1-0), nas eliminatórias.

Em novembro de 2020, Portugal tinha finalizado a fase de qualificação com sete triunfos de uma assentada, ao bater em dose dupla Noruega (3-2 e 4-1) e Chipre (4-0 e 2-1), Gibraltar e Bielorrússia, ambos por 3-0, e os Países Baixos, por 2-1, líderes do Grupo 7 pela diferença de golos (46-5 contra 29-9), apesar dos mesmos 27 pontos dos lusos.

Esse ciclo foi precedido pelo penúltimo desaire nacional no escalão de sub-21, imposto pelos holandeses (4-2), em 11 de outubro de 2019, em Doetinchem, onde os golos de Diogo Queirós e Gedson, de grande penalidade, foram insuficientes face ao ‘bis’ de Myron Boadu e aos tentos de Teun Koopmeiners, também de penálti, e de Calvin Stengs.

Ao afastar a Espanha na quinta-feira, nas meias-finais, Portugal aproximou-se do recorde vitorioso a nível europeu no escalão de esperanças, que continuará a ser detido pela ‘rojita’, com duas séries duradouras de 15 triunfos, entre 2012 e 2014 e de 1996 a 1999.

Para trás ficaram duas sequências lusas ininterruptas de 11 triunfos, a última das quais já sob orientação de Rui Jorge, no cargo desde 2010, que vingou entre setembro de 2013, no arranque do apuramento para o Euro2015, e junho de 2015, na abertura da fase final.

Portugal contabilizou 24 pontos nas oito rondas do Grupo 8 de qualificação, ao ganhar dentro e fora de portas à Noruega (5-1 e 2-1), Israel (3-0 e 4-3), Azerbaijão (3-1 e 2-0) e Macedónia (2-0 e 1-0), e afastou os Países Baixos no ‘play-off’ (2-0 fora e 5-4 em casa).

O registo imaculado ainda se prolongou em solo checo na jornada inaugural do Grupo B do Euro2015, graças à vitória sobre a Inglaterra (1-0), mas seria quebrado com empates perante Itália (0-0) e Suécia (1-1), que não impediram a passagem à ronda eliminatória.

Ao impor à Alemanha a goleada mais expressiva em oito participações nas fases finais (5-0), Portugal chegou pela segunda vez à final, que perdeu para a Suécia na ‘lotaria’ dos penáltis, com Ricardo Esgaio e William Carvalho a desperdiçarem as cobranças lusas.

Esse derradeiro ciclo vitorioso encaixou num recorde de mais de cinco anos e oito meses de invencibilidade da seleção de sub-21 - 24 triunfos e sete empates - entre a derrota na Rússia (1-2), em outubro de 2011, no Grupo 6 de qualificação para o Euro2013, e o desaire com a Espanha (1-3), em junho de 2017, na ‘poule’ B da fase final do Euro2017.

Descontando jogos particulares e torneios de menor expressão, a outra série continuada de 11 vitórias lusas neste escalão principiou em junho de 2004, no embate de atribuição da medalha de bronze do torneio daquele ano com a Suécia (3-2, após prolongamento).

Seguiu-se um percurso irrepreensível no Grupo 3 de apuramento para o Euro2006, que seria organizado em Portugal, com duplos triunfos obtidos à custa da Letónia (3-0 e 2-1), Estónia (3-0 e 5-0), Rússia (2-0 e 1-0), Luxemburgo (4-0 e 6-1) e Eslováquia (2-1 e 1-0).

A equipa das ‘quinas’ fez 30 pontos em outros tantos possíveis e avançou para um ‘play-off’ com a Suíça, que ajudou a fechar o ciclo vitorioso com um empate em Zurique (1-1), em novembro de 2005, dias antes do triunfo português na segunda mão (2-1), no Porto.

Orientada por Agostinho Oliveira, a formação nacional depositava altas expectativas na fase final do Euro2006 de sub-21, dispersa por seis cidades lusas, mas abriu o Grupo A a perder com França (0-1) e Sérvia e Montenegro (0-2) e só venceu a Alemanha (1-0).

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