Histórica. É desta forma que se pode classificar a operação que levou Neymar, estrela da seleção brasileira, a assinar pelo Paris Saint-Germain. Conduzida por Antero Henrique, ex-diretor do FC Porto e que neste defeso passou a fazer parte dos quadros do gigante francês, a ida do brasileiro para Paris tornou-se num autêntico abaldo ao “castelo de cartas” que é o futebol europeu. 222 milhões de euros saem dos cofres dos franceses para entrar no dos barcelonistas. Para onde irão a seguir?

Bom, parte deles já foi investido, naquela que é já a segunda maior transferência do defeso (e também a segunda maior de sempre, ex-aequo com a de Pogba para o Manchester United na época passada e apenas atrás da de... Neymar, claro está): Ousmane Dembelé, talento francês de apenas 20 anos, já foi apresentado na Cidade Condal como substituto (um dos?) do jogador brasileiro. Do “número mágico” de 222 milhões, o Barcelona investiu 105 no extremo que jogava em Dortmund no Borussia local, naquela que foi outra das novelas do defeso (o jovem jogador esteve alguns dias sem treinar, em virtude da vontade de mudar de ares e assinar pela turma blaugrana).

Antes, já o Manchester United tinha dado um ar da sua graça contratando o avançado Romelu Lukaku ao Everton por uma soma (à altura estratosférica) de 84,5 milhões de euros. Para além de Lukaku, em Old Trafford aterraram também Victor Lindelof (central sueco que saiu do SL Benfica por 35 milhões de euros) e Nemanja Matic para, tal como o ponta de lança belga, voltar a trabalhar com José Mourinho, agora nos Red Devils. Um “reencontro” que custou quase 45 milhões de euros aos bolsos do United.

No seguimento destas operações, duas coisas aconteceram: o Everton canalizou o valor da transferência de Lukaku para contratar o islandês Gylfi Sigurdsson ao Swansea por uns incríveis 50 milhões de euros (é a 10.ª maior transferência deste defeso, até à data), ao passo que o Chelsea financiou parcialmente as chegadas de Álvaro Morata do Real Madrid (65 milhões de euros) e de Tiemoué Bakayoko do Mónaco (40 milhões de euros).

Por falar em Mónaco: se há equipa que foi “delapidada” neste mercado de transferências foi a do Principado, liderada pelo português Leonardo Jardim. Para além de Bakayoko, o campeão francês perdeu ainda Benjamin Mendy (57,5 milhões de euros) e Bernardo Silva (50 milhões de euros) para o Manchester City, só para citar os nomes principais. E corre ainda o risco de perder Lemar e, acima de tudo, Kylian Mbappé, jovem de apenas 18 anos que pode ir fazer companhia a Neymar ali para os lados de Paris.

E ainda que França tenha sido o epicentro do defeso europeu, a verdade é que é foi em Inglaterra que as maiores transferências aconteceram. Das 25 maiores transferências (números do site Transfermarkt), 14 “aterraram” em terras britânicas. Para além dos nomes já mencionados, há ainda a salientar a chegada de Alexandre Lacazette, ex-Lyon, ao Arsenal (53 milhões de euros), de Kyle Walker, ex-Tottenham, ao Manchester City (51 milhões de euros – isso mesmo, os citizens de Guardiola investiu mais de 100 milhões de euros em dois defesas laterais), de Salah, ex-Roma, ao Liverpool (42 milhões de euros), de Ederson, ex-Benfica, ao Manchester City (40 milhões de euros), de Davinson Sánchez, ex-Ajax, ao Tottenham (40 milhões de euros) e de Antonio Rudiger, ex-Roma, ao Chelsea (35 milhões de euros).

Por último, uma palavra aos portugueses na lista. Para além de Bernardo Silva, destaque ainda para a contratação de André Silva por parte do Milão (o FC Porto recebeu 38 milhões de euros pelo jovem avançado português) e para a chegada de Nélson Semedo a Barcelona (os culés pagaram cerca de 30 milhões de euros pelo lateral direito ex-SL Benfica).

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