“Foi uma manhã importante e vem mostrar às pessoas que há uma mensagem maior. Temos de empurrar a mobilidade elétrica, acelerar para a frente, porque temos de entregar um mundo melhor às próximas gerações”, realçou.

Durante o percurso por algumas das principais artérias da capital portuguesa, com início e final em Belém, passando pela Baixa lisboeta, até à praça do Marquês de Pombal, António Félix da Costa fez ‘piões’ e corridas com bicicletas, atraindo a atenção de muitas pessoas, que acenavam e gritavam.

“Foi uma das manhãs mais especiais da minha vida. Fazer o que mais gosto, com o carro em que fui campeão de Fórmula E, nas ruas que passo todas as semanas. Foi uma sensação incrível”, afirmou, acrescentando: “Viemos mostrar que os carros elétricos são rápidos e ‘cool’. Muita gente ficava surpreendida quando acelerava. São os carros mais eficientes do mercado”.

Portugal tem celebrado várias conquistas dos seus pilotos nos desportos motorizados, com a conquista da Fórmula E por Félix da Costa, o Mundial de resistência por Filipe Albuquerque e a vitória numa etapa do Mundial de MotoGP por Miguel Oliveira, para além de receber provas de Fórmula 1 e MotoGP em Portimão.

“Isto é quase como governar um país. Temos de começar a pôr as sementes cinco, 10 anos antes e depois as coisas começam a aparecer. Fazemos quase todos parte da mesma geração e, por isso, estamos todos a dar frutos no mesmo ano. Acho que nunca foi um problema de talento, mas talvez de oportunidades”, frisou, destacando também outros desportos, como o surf (Frederico Morais), golfe (Pedro Figueiredo e Ricardo Melo Gouveia), ténis (João Sousa) e as modalidades olímpicas.

António Félix da Costa foi campeão no primeiro ano em que alinhou pela DS Techeetah, após sair da BMW, algo que “não esperava”, mas aponta agora o objetivo para a revalidação do título, num carro com “algumas melhorias”.

“Temos um alvo grande nas nossas costas. A nossa equipa técnica é a melhor que há na Fórmula E. Acredito que o carro da próxima época vai estar ainda um passo à frente, com algumas melhorias, mais eficiente, mais leve e com mais potência. O objetivo tem, obviamente, de passar por tentar ser campeão outra vez. A concorrência está muito forte, mas vamos à luta”, disse.

O piloto natural de Cascais, de 29 anos, foi convidado para testar um dos monolugares da IndyCar, a maior competição de monolugares dos Estados Unidos, revelando estar “muito ansioso”, tendo em mente a possibilidade de conciliar as duas competições num futuro próximo.

“Vou abrir uma porta que desconheço totalmente. Conheço a IndyCar como fã, sempre tive uma grande curiosidade de experimentar, sou um grande fã da maneira como os americanos fazem desporto e todo o ‘show’ que envolve. Vamos ver o que pode acontecer, pode ser que me abra umas portas e talvez até dê para conciliar as duas coisas”, admitiu.

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