O organismo que gere o futebol mundial não especificou quais os incidentes ocorridos no estádio 974, em Doha, na sexta-feira, durante o encontro da última jornada do Grupo G, que os helvéticos venceram por 3-2 e garantiram o segundo lugar da ‘poule’ e a presença nos ‘oitavos’.

A FIFA, que está a investigar alegados casos de “má conduta de jogadores e dirigentes” e atos de discriminação, também não deu qualquer indicação sobre a data para o anúncio de uma eventual sanção, que só poderá ser aplicada em março, no próximo encontro oficial da Sérvia, de qualificação para o Euro.

No centro da tensão estiveram os futebolistas suíços Granit Xhaka e Xherdan Shaqiri, autor do primeiro golo, ambos com raízes étnicas albanesas e laços familiares com o Kosovo, que declarou a independência da Sérvia em 2008, algo que Belgrado não reconhece.

Nas bancadas do estádio 974, em Doha, foram ouvidos gritos anti-Kosovo, nas bancadas onde estavam apoiantes sérvios, e várias ofensas verbais a Shaqiri.

Em 2018, as duas seleções, num jogo da fase de grupos do Mundial da Rússia, protagonizaram incidentes igualmente relacionados com a independência do Kosovo.

Em Kaliningrado, depois de marcarem os dois golos com que os suíços venceram o encontro (2-1), Granit Xhaka e Xherdan Shaqiri fizeram com as mãos o símbolo de um pássaro, em menção à bandeira da Albânia, como apoio ao reconhecimento da independência do Kosovo, acabando mais tarde por serem multados pelos gestos.

A Suíça defronta na terça-feira a seleção portuguesa, em jogo dos oitavos de final do Campeonato do Mundo, agendado para as 22:00 locais (19:00 em Lisboa), em Lusail, num encontro que será dirigido pelo mexicano César Ramos.

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