"Depois de 17 anos maravilhosos neste desporto incrível é hora de eu fazer uma mudança e seguir em frente", avançou o piloto, citado pela BBC Sport.

O espanhol adiantou ainda que tomou "esta decisão há alguns meses e que foi com firmeza. Ainda há vários Grandes Prémios aonde ir nesta temporada e eu vou tomar parte neles com mais compromisso e paixão do que nunca".

A correr atualmente pela McLaren, o piloto espanhol de 37 anos pretende abandonar a prova ao fim de 17 temporadas, cinco das quais pela construtora britânica. A sua estreia ocorreu no Grande Prémio da Austrália de 2001, na altura a correr pela Minardi, mas foi pela Renault que ganhou os títulos mundiais, em 2005 e 2006. Ao longo da sua carreira, Alonso venceu 32 corridas, alcançou 22 ‘pole positions’ e subiu 97 vezes ao pódio.

Esta decisão não significa, contudo, o fim da carreira de Alonso nos desportos motorizados. O espanhol, sem levantar o véu quanto ao rumo da sua carreira, disse apenas que "novos e excitantes desafios estão ao virar da esquina" e que, apesar de estar a viver "um dos períodos mais felizes" da sua vida, precisa de "explorar novas aventuras".

Nos últimos anos, Alonso experimentou várias provas motorizadas para além da Fórmula 1, possivelmente com o objetivo de obter o título da Tríplice Coroa do Automobilismo. Para ganhar este título não oficial, é necessário vencer o Grande Prémio do Mónaco, as 24 Horas de Le Mans e as 500 Milhas de Indianápolis.

No passado mês de junho, o piloto espanhol estreou-se a correr nas 24 Horas de Le Mans pela equipa da Toyota e sagrou-se vitorioso. Tendo já ganho o Grande Prémio do Mónaco por duas ocasiões, apenas lhe falta vencer a corrida de Indianapolis, também conhecida por Indy 500, para igualar o britânico Graham Hill.

Alonso já competiu na Indy 500 em maio de 2017, mas teve de se retirar da corrida devido a uma falha no motor.

Numa mensagem de despedida partilhada na sua conta oficial de Twitter, o piloto dirige-se à prova motorizada na primeira pessoa. Leia aqui na íntegra o seu discurso:

"Tu não estavas à minha espera e eu não estava seguro de te querer conhecer. Tu deste-me muito e eu creio que te dei tudo. Quando eu apenas sabia andar, já estava a correr para o teu ruído, para os teus circuitos, sem saber nada sobre ti. Juntos passámos por muitos bons momentos, alguns inesquecíveis, outros realmente maus. Viste-me crescer, lutar, rir e emocionar-me. Temos disputado juntos contra rivais incríveis. Tu disputaste comigo e eu aprendi a disputar contigo. Vi-te mudar, algumas vezes para melhor e outras, na minha opinião, para pior. Cada vez que fecho a viseira do capacete sinto o teu abraço, a tua energia, não há nada parecido. Mas hoje tenho outros desafios maiores do que aqueles que me podes oferecer e este ano, a correr no meu melhor nível, é como quero recordar-te. Só posso estar-te agradecido, a ti e às pessoas que tu és, por teres-me mostrado tantas culturas, costumes, idiomas e pessoas maravilhosas. Por ter sido a minha vida. Sei que me queres e tu também sabes que te quero".

[Notícia atualizada às 17:32]

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