FWT é um clube. Eclético, com 13 modalidades, é gerido por um CEO. Tem equipas profissionais, jogadores remunerados, há uma academia e aposta na formação. Os jogadores têm planos de treinos e de períodos de observação dos adversários, entram em estágio e em competição. Há equipamentos oficiais, gerem-se conteúdos para a legião de adeptos nas redes sociais e há até uma sede... virtual, pelo menos por enquanto. É o For the Win, FTW, um clube de eSports, fundado em 2012.

“Somos um clube de desportos eletrónicos”, apresenta-se, desta forma, Ramiro Teodósio, CEO do FTW, clube com adeptos em diversas plataformas: “40 mil seguidores no Facebook, 20 mil no Instagram, 10 mil no Twitter e 400 mil visitantes nas nossas plataformas, incluindo os nossos streamings”.

Em conversa com o SAPO24 adianta que as “modalidades são os jogos em si”. Em cada uma das 13, onde cabem, por exemplo, CS:GO, FIFA e Call of Duty, há “equipas principais que representam o clube em competição” em Portugal e no mundo e ainda há a “academia e a formação”, descreve.

“Temos 102 jogadores profissionais, que são remunerados, e 1500 membros (onde se contabiliza a formação)”, enumera, sem adiantar valores pagos à estrela da companhia. “Há gente que vive disto. São cada vez mais”, diz de forma assertiva.

“É uma questão de responsabilidade social. É a vivência saudável dos videojogos”

Ramiro Teodósio começa por falar da formação e do trabalho que desenvolvem nesse patamar. “Desenvolvemos a criação de hábitos dos jogadores e procuramos formar talentos”.

Para quem veste a camisola, há “as Ligas oficiais (Liga portuguesa de League of Legends, por exemplo) e uma liga interna, que tem a mesma duração que as Ligas profissionais. Criamos assim hábitos aos jogadores”, explica.

E que hábitos são esses aplicados? “Transmitimos linhas de orientação a nível de responsabilidade, trabalho, escola e amigos. Chega uma altura em que até dizemos quantas horas podem treinar, se em casa continuam... ”, exemplifica.

“É uma responsabilidade questão de social. É a vivência saudável dos videojogos”, resume. “Se podemos estar sentados duas horas a ver na televisão, um jogo de futebol, por exemplo, também podemos estar duas horas a jogar videojogos. 20 horas já é demais”, compara.

Qual o tempo limite, impõe-se perguntar. “As equipas profissionais, no máximo, treinam quatro horas e não são seguidas. Fazemos dois blocos. Pausa de uma hora, análise dos jogos e dos adversários, comer ou não fazer nada. Mais duas horas e o resto é free to play [tempo livre para jogar]”, explica.

“Temos uma gamming house, em Lisboa (nas Laranjeiras), que é única em Portugal”, adianta. “Há espaço para computadores, alimentação, banhos e dormida. É um centro de estágio nacional no qual os atletas tomam pequeno-almoço às 10 horas, fazem o visionamento de adversários, almoçam, preparam os treinos, os tais dois blocos, das 16h00 às 18h00, depois pausa, treino, e das 20h00-22h00 é tempo para o jantar. Depois é free to go [podem ausentar-se]”, resume o homem forte de um clube em que uma das equipas, FTW Legacy, é campeã nacional de FIFA 18 e ocupa o top 5 do ranking mundial.

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