“No seguimento da decisão da justiça em suspender” o decreto que impede a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos, entre os quais os oriundos do Irão, “os vistos serão dados” para estes atletas norte-americanos, escreveu na rede social Twitter Mohammad Javad Zarif, ministro iraniano dos negócios estrangeiros.

Um grupo de 72 professores da prestigiada universidade Sharif, de Teerão, tinha apelado ao governo que permitisse a participação desde atletas de forma a não agir da mesma forma, “com ódio”, que os Estados Unidos.

Na sexta-feira, Teerão anunciou que o Irão não aceitava conceder os vistos a estes atletas que deveriam participar numa competição internacional de luta livres na província de Kermanshah (oeste), a 16 e 17 de fevereiro.

No entanto, algumas horas após esta decisão, o juiz federal James Robart bloqueou a aplicação do decreto de Donald Trump, emitido a 27 de janeiro, com efeito imediato em todo o país, o que obrigou o Governo a revalidar milhares de vistos e a alterar os seus protocolos de atuação em relação aos imigrantes anteriormente vetados.

No sábado, o departamento norte-americano da Justiça apelou da decisão do juiz federal, qualificado como “ridículo” pelo presidente dos Estados Unidos.

Após o decreto presidencial que consideram “insultuoso” e “de ódio”, o Irão aplicou o principio de reciprocidade ao não conceder vistos aos pedidos norte-americanos.

Desde a tomada de posse de Donald Trump a 20 de janeiro, o tom de crispação não tem parado de aumentar entre Washington e Teerão, cujas relações diplomáticas foram interrompidas pouco depois da revolução islâmica de 1979 e a ocupação da embaixada americana em Teerão.

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