“Vou lá lutar por medalhas. Se não fosse por isso, nem saía de casa. O mínimo que gostaria de atingir seria uma final, os seis primeiros, e o máximo são as medalhas”, resume, em entrevista à Lusa.

À margem de um treino em Vila Verde, no distrito de Braga, no ‘seu’ Clube de Caça e Pesca de Vila Verde, o atirador conta à Lusa que tem expectativas altas antes do evento, que arranca em 23 de julho, e que marcará a sua estreia em Jogos Olímpicos.

A competição internacional, de que está ausente há ano e meio, “dá um estofo diferente” mesmo que as provas do Nacional, por exemplo, já tenham sido reatadas, o regresso a provas no estrangeiro, “três ou quatro” antes de Tóquio2020, já dará para “retomar o caminho”.

“Com o anúncio de que iriam realizar-se em 2021, começámos uma preparação mais lenta. Estamos agora a começar mais forte para chegar a um pico de forma em junho e julho, e chegar na melhor forma aos Jogos. Os resultados têm saído e não estou longe da minha melhor forma”, acrescenta.

Natural de Vila do Conde, onde vive e trabalha, conquistou um lugar entre os olímpicos ao acabar a Taça do Mundo de Lahti, na Finlândia, no segundo lugar da prova de fosso olímpico (trap), uma medalha de prata a juntar a variados resultados de monta em provas que juntam os melhores da modalidade.

Preparava-se, tatuagem e tudo, para fazer valer a vaga no verão de 2020, mas a pandemia de covid-19 adiou os planos para este ano, uma mudança foi “não um choque mas uma surpresa” e a que já se acostumou, a um dia de faltarem 100 dias para a cerimónia de abertura.

A falta de ritmo internacional, “para quem está habituado a cinco ou seis [provas] por ano”, talvez “se note”, e a testagem constante, a estada mais curta na aldeia olímpica, bem como a possibilidade da vacinação, diz, são “um extra, mas não influenciam em nada” a prova.

Fora da competição, espera “uma coisa não tão animada” como seria num ano ‘normal’, com público e confraternização em torno do evento, entre atletas e comitivas, além de cair por terra a possibilidade de descobrir a terra do sol nascente.

“Ficará o Japão por conhecer, onde poderíamos conhecer uma cultura diferente, mas há tempo para ir visitar. Temos de pensar é na competição, que é o expoente máximo”, conta.

Para depois fica a promessa de levar a família a Tóquio, para conhecerem o local onde esteve, até porque já tinha passagens compradas, e tudo tratado, para que fossem ver a sua estreia, agora inviabilizado pela impossibilidade de receber público estrangeiro.

Na quarta-feira ficam a faltar 100 dias para os Jogos Olímpicos Tóquio2020, que vão realizar-se entre 23 de julho e 08 de agosto, depois de terem sido adiados devido à pandemia de covid-19.

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