“Quero o recorde pessoal nas minhas distâncias. Já estou qualificada nos 1.500 metros livres e gostaria do mesmo nos 800. Como resultado máximo seria uma final olímpica, um ‘top8′”, assumiu a nadadora do Sporting de Braga, em entrevista à Lusa.

Tamila Holub integra o lote de cinco nadadores lusos já com lugar garantido no Japão, nos 1.500 metros livres, juntamente com Diana Durães: juntam-se ainda Alexis Santos, semifinalista no Rio2016, e Gabriel Lopes nos 200 metros estilos, e Ana Catarina Monteiro nos 200 mariposa.

“Já tive a minha oportunidade de ir na ‘descontra’ (Rio2016). (…) Agora há pressão, pois não é só participar, vais com expectativas muito mais elevadas para ti mesmo”, complementa.

O adiamento dos Jogos por um ano nada mudou em termos de objetivos — “continuam a ser ambiciosos” -, porém a paragem de dois meses devido ao confinamento obrigatório motivou “grandes alterações” na preparação, além de ter sido “psicologicamente bastante duro”.

“Tem sido complicado, até porque quase não houve competição nacional. Estivemos sempre a treinar e sem noções de onde estamos, o que temos a melhorar, o que só acontece em competição. Devemos aproveitar qualquer prova internacional ao máximo. Temos o campeonato da Europa de piscina longa, em maio, e aí vai ser o grande ponto de avaliação. Estamos todos a trabalhar muito para chegar lá na melhor forma possível”, vincou.

Apesar das vicissitudes, a nadadora de 21 anos recorda que a condição de desportista a obriga a estar “preparada para qualquer variação de planos” e considera, inclusivamente, que este hiato “deu para descansar a cabeça e voltar com novas forças”.

O que verdadeiramente a preocupa é o que não pode controlar, nomeadamente não estar ainda imunizada contra o coronavírus: “Os atletas portugueses já deviam estar vacinados. Sinto que a qualquer momento todo o meu trabalho pode ir por água abaixo”.

Justifica os seus receios com um colega já apurado que, afetado pelos sintomas da covid-19, ficou 10 dias parado e atualmente está num patamar igual ao de início de época, quando anteriormente se encontrava “num pico de forma bastante bom, a preparar os Europeus”.

“Tenho muito receio que me aconteça. É muito trabalho, muitas horas na água. Neste momento, os atletas já deviam estar vacinados. Quanto mais perto dos Jogos, maiores os riscos. Como sabemos, após a vacinação também há sintomas como a febre, entre outros. Não vale a pena fazer a vacina um mês antes da prova e depois ficarmos um mês deitados na cama com febre”, alerta.

Holub desvaloriza o facto de os desportistas não poderem viver Tóquio2020 como uma celebração entre povos, recordando que vão ao Japão “para competir, não para festejar”.

A natação lusa em Tóquio2020 pode vir a ser reforçada, caso José Lopes, Victoria Kaminskaya e Miguel Nascimento consigam os mínimos, que lhes têm fugido por pouco.

Na quarta-feira ficam a faltar 100 dias para o arranque dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, que vão realizar-se de 23 de julho a 08 de agosto de 2021.

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