Este não é propriamente um exercício de futurologia, porque fazer previsões com metade da época já nos livros é uma espécie de batota, mas também é verdade que o SAPO24 nunca nos pediu seriedade nestas crónicas. Assim sendo, eis o que vai acontecer daqui para a frente:

Cleveland Cavaliers fora do top-3 do Este

De ano para ano, os Cavs têm piorado a sua prestação no meio campo defensivo. Em 2015/16 foram a 10.ª melhor defesa da liga, com uma eficiência defensiva (pontos sofridos por cada 100 posses de bola) de 102.3, em 2016/17 caíram para a 22.ª posição desse ranking, com 108.0, e esta época ocupam o 29.º e penúltimo lugar da lista, com 109.6. Piores que LeBron James e companhia apenas e só os Sacramento Kings.

Sim, sim, os Orlando Magic, os Phoenix Suns e os Atlanta Hawks defendem melhor que os finalistas vencidos da última época.

Temo-nos habituado a dizer que os Cavaliers ligam o interruptor da defesa mais perto dos playoffs ou só mesmo na fase a eliminar da temporada, mas, para já, os sinais são preocupantes. Desde as mudanças na rotação do técnico (cof, cof…) Tyronn Lue, passando pelos rumores de trocas, até ao fantasma da eventual saída do “King” LeBron na free agency, a imagem de marca da equipa do estado do Ohio tem sido a instabilidade. Os Cavs – actuais terceiros classificados da conferência, atrás de Boston Celtics e Toronto Raptors – vão continuar a tropeçar enquanto, em sentido contrário, Miami Heat e Milwaukee Bucks devem subir na classificação do Oeste. Até ao final da fase regular, uma destas duas equipas vai roubar o último lugar do pódio no Este à formação de Cleveland.

James Harden vence o prémio de MVP

Apesar da recente lesão numa coxa que o afastou dos campos durante algumas partidas, James Harden não perdeu a “pole position” na corrida ao título individual mais desejado. Através dos seus lançamentos e das suas assistências, o barbudo gera mais de 47% dos pontos dos Houston Rockets e, numa clara melhoria em comparação com outros anos, o número de turnovers (perdas de bola) tem diminuído.

O conjunto do Texas está na 2.ª posição do Oeste, o que ajuda à argumentação a favor da atribuição do MVP a Harden (32.3pts, 5.0res, 9.1ast, 1.8rb), e todos os outros candidatos têm pontos contra: LeBron James faz parte da equipa com a 2.ª pior defesa da NBA, Russell Westbrook vive na sombra de uma época com números estratosféricos e as expectativas em relação ao desempenho dos Oklahoma City Thunder têm sido defraudadas, Giannis Antetokounmpo baixou de produção após a chegada de Eric Bledsoe aos Milwaukee Bucks, Steph Curry e Kevin Durant roubam protagonismo um ao outro nos Golden State Warriors.

Dois prémios individuais para Philadephia

Na sua época de estreia na NBA, “Magic” Johnson fez médias de 18.0 pontos, 7.7 ressaltos e 7.3 assistências por jogo, com 53% de eficácia de lançamento. Esta época, Ben Simmons regista médias de 16.8 pontos, 8.0 ressaltos e 7.3 assistências, com 51% de acerto. Portanto, deixem-se lá de teorias sobre o Donovan Mitchell (18.9pts, 3.3res, 3.3ast) ou o Jayson Tatum (13.8pts, 5.4res, 1.4ast) poderem ganhar o prémio de Rookie of the Year. Não vai acontecer.

Em Philadelphia joga, também, o futuro Defensive Player of the Year. Com Joel Embiid dentro das quatro linhas, os 76ers defendem melhor do que a equipa que lidera o ranking da eficiência defensiva, os Boston Celtics. Sem Kawhi Leonard e Rudy Gobert nesta disputa devido a lesões, Embiid só poderá perder este prémio para dois Warriors: Draymond Green ou Kevin Durant. No entanto, a necessidade de vitórias para carimbar o apuramento para os playoffs vai obrigar o camaronês a manter a sua defesa num nível de elite.

Brad Stevens vê mérito reconhecido

Os Boston Celtics perderam Gordon Hayward nos primeiros minutos da temporada e souberam ajustar-se à adversidade. Volvidos exatamente três meses, os verdes lideram a conferência Este e detêm o segundo melhor registo de toda a liga, com 34 vitórias e 11 derrotas. Melhor que isso: têm a melhor defesa da NBA, graças a uma eficiência defensiva de 99.2 pontos sofridos por cada 100 posses de bola. Se há alguém que tem mérito nisso é Brad Stevens e, uma vez que o 1.º lugar da conferência não vai fugir, o técnico vence o galardão de Coach of the Year.

Steve Kerr, pelo melhor registo da liga, Mike D’Antoni, por ter conseguido “encaixar” James Harden e Chris Paul, Gregg Popovich, por ter a segunda melhor defesa da NBA sem Kawhi e com uma dupla interior composta por LaMarcus Aldridge e Pau Gasol, ou Eric Spoelstra, por fazer omoletes sem ovos, merecem uma menção honrosa.

MIP mora em Indianapolis e Melhor Suplente em Los Angeles

Estes são os dois prémios em que não há dúvidas. Victor Oladipo (24.3pts, 5.2res, 4.0ast, 49%FG, 42%3PT) já estará a limpar o espaço na estante lá de casa que vai acolher o prémio de Most Improved Player. Os Indiana Pacers são a surpresa da temporada e devem-no ao homem que brilhou pela universidade local.

Para os Los Angeles Clippers, o cenário não era animador. Perderam Chris Paul no Verão e, já no decorrer desta época, tiveram que lidar com lesões de Patrick Beverly, Danilo Gallinari, Blake Griffin, Austin Rivers, Milos Teodosic e, agora, até de DeAndre Jordan. Sobreviveu Lou Williams (23.3pts, 2.5res, 5.0ast, 45%FG, 42%3PT), que vai repetir o feito de 2014/15 e voltar a conquistar o troféu de Sixth Man of the Year.

Warriors revalidam o título

Diz a história recente que os campeões da NBA andam, por norma, no top-10 dos rankings da eficiência ofensiva e defensiva durante a fase regular. Nesta altura, há duas equipas nessa situação: os Toronto Raptors (4.º OffRtg, 5.º DefRtg) e os Golden State Warriors (1.º OffRtg, 4.º DefRtg).

Não é preciso ser bruxo para saber que os canadianos nem sequer vão à final do Este. Os Celtics e os apesar-de-tudo-Cavaliers continuam a ser favoritos daquela conferência. E também não são necessários especiais dotes de adivinhação para perceber que não há nenhuma equipa da liga que consiga bater a turma de Oakland quatro vezes numa série de playoffs.

Kerr, encomenda as faixas.

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