É oficial. O Autódromo Internacional do Algarve vai acolher em 02 de maio a terceira corrida do Mundial de Fórmula 1, pelo segundo ano consecutivo, depois de um interregno de 24 anos, naquela que será a 18.ª edição do Grande Prémio de Portugal.

"Estamos muito entusiasmados por anunciar que a Formula 1 voltará a correr em Portimão, após o enorme sucesso da corrida no ano passado. Queremos agradecer ao promotor e ao Governo português pelo árduo trabalho e dedicação para o regresso da prova a Portugal", afirmou o presidente e diretor-executivo da Fórmula 1 Stefano Domenicali.

O presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) assumiu-se "muito satisfeito" com o anúncio da realização do Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1, confiando que se poderá manter no futuro.

"A FPAK fica muito satisfeita na medida em que, quando houve o último Grande Prémio em Portugal, em 2020, sempre dissemos que íamos lutar para que o Grande Prémio não fosse apenas de substituição mas estivesse por direito próprio no calendário Mundial de Fórmula 1", afirmou Ni Amorim, em declarações à Agência Lusa.

Ni Amorim disse ter trabalhado, "juntamente com o Governo, em articulação com o AIA, para que se pudessem reunir condições para haver Grande Prémio em 2021".

"O mais difícil está feito. Agora é importante reunir as condições para ter público. Portugal está numa situação económica difícil e eventos como a Fórmula 1 serão muito importantes para uma região que vive do turismo", sublinhou.

Para o presidente da FPAK, "não há nenhuma razão para que nos anos seguintes Portugal não possa fazer parte do calendário" a tempo inteiro.

No entender do líder da entidade que gere o automobilismo nacional, esta é "uma das maiores conquistas" do seu mandato.

"Para quem não tinha Fórmula 1 há 24 anos é uma marca importantíssima e ficará para a história", concluiu.

Esta vai ser a 18.ª edição do Grande Prémio de Portugal, que começou por se realizar no circuito citadino da Boavista, em 1958, passando, no ano seguinte, por Monsanto, antes de voltar ao calendário em 1984, no Estoril, onde se manteve até 1996.

Para a história ficam momentos marcantes como a primeira vitória do brasileiro Ayrton Senna na Fórmula 1 (em 1984, no Estoril), no Estoril, onde o último vencedor foi o canadiano Jacques Villeneuve (Williams), em 1996.

De 1997 a 2019, Portugal ficou fora das grandes decisões do automobilismo mundial, regressando em 2020 ao calendário como solução de recurso, face ao cancelamento de 13 das 22 corridas inicialmente programadas devido à pandemia de covid-19.

A corrida de 25 de outubro de 2020 ficou marcada pelo recorde alcançado pelo britânico Lewis Hamilton (Mercedes), que conquistou a 92.ª vitória da sua carreira no Autódromo Internacional do Algarve (AIA), tornando-se no piloto com mais triunfos na história da modalidade, ultrapassando as 91 do alemão Michael Schumacher.

Na ocasião, os responsáveis portugueses deixaram aberta a porta a um regresso, que se concretiza em 2021, de 30 de abril a 02 de maio, outra vez no autódromo algarvio, em Portimão.

"Se em 2020 foi uma solução de recurso, em que tivemos o mérito de perceber antecipadamente que havia essa possibilidade, agora o Grande Prémio de Portugal entra no calendário de pleno direito", frisou o presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, Ni Amorim, em declarações à agência Lusa.

Ao contrário do que aconteceu no ano passado, desta vez será necessário pagar uma taxa de entrada no campeonato, faltando ainda definir as condições para o evento poder receber público.

O calendário do Mundial de Fórmula 1 de 2021 prevê um recorde de 23 provas, entre 23 de março, no Bahrain, e 12 de dezembro, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

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