Já com uma das sete jornadas do mês jogadas, apenas o United, dos seis primeiros classificados, escorregou e deixou fugir pontos. Ainda assim, e contra todas as previsões acredito que este pode ser o mês de recuperação para José Mourinho e seus pupilos. O mais fácil será prever que Fellaini e companhia continuarão a deixar fugir pontos e que chegam ao final do mês de Dezembro com as suas hipóteses de terminar no ‘top four’ muito debilitadas. Ainda assim não acho que será o que vai acontecer. Dos 18 pontos em disputa até dia 4 de Janeiro, o United, dos primeiros seis classificados, poderá ser dos que conseguirá mais pontos e, como tal, poderá encurtar a distância para o primeiro lugar. Razão principal sendo a experiência de José Mourinho para momentos de pressão e o conhecimento profundo desta época tão especifica da Premier League. Até Pep Guardiola já o disse, e com razão, que o United estaria arredado do título, ainda assim o ’top four’ é um objetivo realista e este período será crucial para tal vir, ou não, a acontecer.

Segue-se o Tottenham em quinto lugar. Os Spurs, como previsto estão a ter uma época sólida mas sem conseguirem colar-se aos lugares de topo. O mês de dezembro deverá manter esta tendência e os Spurs facilitarão. Com apenas duas vitórias em sete jogos disputados fora de White Hart Lane, as três difíceis deslocações poderão ser fatais para a equipa do norte de Londres.

Na quarta posição encontra-se o outro possível grande ‘vencedor’ do mês de dezembro. O City de Guardiola, assim como o United, deverá ser a equipa que mais pontos conseguirá amealhar no mês mais importante da Liga Inglesa. Razão para tal o facto de o estilo de jogo do City e o seu equilibrado plantel serem perfeitos para tamanha intensidade de jogos. Prevendo quatro vitórias consecutivas, resta saber se chegando ao final do mês terão o que é necessário para travar o Liverpool de Klopp. O embate com o Burnley não trará problemas ao City visto este não ter, a par do Leicester, uma única vitória fora de casa. Teoricamente o City de Guardiola tem tudo para entrar em 2017 colado ao Chelsea de Conte e partirem em igualdade pontual, ou perto disso, para o sprint final da época.

Chegados ao top 3 é a vez do Liverpool. Dos seis jogos em disputa prevêm-se dificuldades nos jogos contra o Everton, Middlesbrough e claro, Manchester City. Pelas características do derby de Liverpool e pelo facto de o Everton ainda não ter perdido em casa, esse não será, à partida, um jogo fácil. O Middlesbrough tem dificultado a vida aos grandes sempre que os encontra. Apesar de só ter conseguido roubar pontos ao Manchester City com um empate no Etihad, os embates com Chelsea e Tottenham, perdendo por apenas um golo de diferença, mostraram mais uma vez que a equipa recém promovida está a fazer uma excelente campanha como demonstra o seu décimo terceiro lugar na classificação. Sem Coutinho e com tantos testes, este poderá ser um mês muito complicado para Klopp e companhia e, ou fará do Liverpool um terrível candidato ao título ou poderá quebrar a equipa e faze-la sonhar apenas com o terceiro lugar e o acesso direto à Champions League.

O que dizer de Wenger e companhia. Depois de um início que antevia uma época desastrosa, a forma de Sanchez tem aguentado o Arsenal no topo da tabela e, diga-se, na liga dos campeões também. Antevendo grandes dificuldade tanto no embate com os azuis de Manchester como com o West Bromwich Albion (WBA). Uma nota para a equipa de Birmingham (WBA) que tem feito um campeonato fantástico e encontrar-se-á com Chelsea, United e Arsenal nas próximas seis jornadas. Os danos causados aos grande serão inevitáveis e o Arsenal poderá ser uma das vítimas dos Baggies - alcunha pela qual é conhecido o WBA. Prevê-se um período complicado para a equipa comandada pelo francês e poderá ser aqui que o Arsenal diz adeus à corrida pelo título inglês. Em excelente forma mas a depender em demasiado de Sanchez, conseguirá o Chileno aguentar a performance com tantos jogos em tão pouco tempo? Terá o Arsenal soluções à altura quando precisar de rodar o plantel? Historicamente tem sido por alturas do Natal que as esperanças do Arsenal chegar ao título acabam, teremos uma história diferente este ano?

E por fim chegamos ao primeiro lugar. Não se pode retirar qualquer mérito ao renovado Chelsea, ainda assim, penso que os deslizes poderão começar a acontecer. Ainda que não de imediato, uma vez que tirando o embate com o Tottenham, as outras cinco jornadas serão teoricamente acessíveis, prevejo que, depois do Natal, o Manchester City passe em definitivo a perna ao Chelsea de Conte. O futebol nem sempre funciona de forma lógica e prova disso foi o ‘banho’ de bola dado pelo City ao Chelsea no passado dia três, sendo que o resultado foi oposto às exibições e favoreceu o Chelsea. Ainda assim acho que com o passar do tempo, a competitividade e intensidade da liga funcionará em favor do estilo dos Citizens e a partir de janeiro o Chelsea, em minha opinião, poderá começar a deixar fugir alguns preciosos pontos.

A Premier League joga-se já amanhã, dia 10, mas só no domingo teremos o jogo grande da jornada. Com o Tottenham a visitar o Manchester United de José Mourinho, o mês poderá começar, desde já, a ganhar forma.

Que comecem as festividades!

Pedro Carreira é um jovem treinador de futebol que escolheu a terra de sua majestade, Sir. Bobby Robson, para desenvolver as suas qualidades como treinador. Tendo feito toda a sua formação em Inglaterra e tendo passado por clubes como o MK Dons e o Luton Town, o seu sonho é um dia poder vir a treinar na melhor liga do mundo, a Premier League. Até lá, pode sempre acompanhar as suas crónicas, todas as sextas, aqui, no SAPO 24.

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