Tottenham & Chelsea

Nas palavras do treinador argentino, a dez jornadas do fim, o título, o tão desejado título, é agora “impossível” de alcançar. A vigésima oitava jornada e a derrota para o Chelsea de Maurizio Sarri poderá mesmo ter marcado o afastamento total da equipa londrina da proeza de, sem fazer uma única contratação nas últimas duas janelas de transferências, se tornar campeã, colocando um pouco mais de pressão no técnico e na equipa que há cinco anos busca um título que parece tardar em aparecer. A equipa que se encontra com um pé nos quartos-de-final da Liga dos Campeões poderá agora colocar todas as energias na liga milionária e tentar o impensável, fazer da Liga dos Campeões o seu primeiro troféu desde fevereiro de 2008, quando venceu o Chelsea em Wembley, por duas bolas a uma, na final da Taça da Liga.

Do dérbi londrino ficam as curiosidades. Dos últimos 33 jogos, em Stamford Bridge, entre Chelsea e Tottenham, os azuis de Londres apenas saíram derrotados por uma vez. Uma estatística impressionante, tendo em conta a qualidade dos Spurs, principalmente nos últimos anos. Não só perderam o jogo como, pela primeira em mais de seis anos, o Tottenham acabou o encontro com zero remates à baliza.

Southampton & Fulham

A jornada a meio da semana viu o Southampton sair finalmente dos lugares que dão acesso à despromoção. Com duas vitórias, um empate e uma derrota nas últimas quatro partidas jogadas em casa, a equipa de Ralph Hasenhüttl parece finalmente estar a entrar nos eixos e poderá agora começar a sua contagem decrescente para a manutenção. Para um clube onde o potencial não tem encontrado as expectativas, ficar na Premier League é mais do que necessário, é fundamental.

Já no Fulham a situação vai de mal a pior. Depois de ter subido à Premier League e de ter investido mais de 100 milhões de libras na contratação de jogadores, o clube londrino já vai no seu terceiro treinador esta época. Claudio Ranieri aceitou o convite do Fulham em novembro de 2018, sucedendo assim a Slaviša Jokanović. Para os mais curiosos, Claudio Ranieri substituiu aquele que tinha sido, na altura em que este treinou o Chelsea, o seu primeiro reforço como treinador principal dos Bkues. Mais curioso é Ranieri ser agora substituído, de forma interina, por aquele que foi a sua última contração durante o mesmo período em que foi o treinador do Chelsea, neste caso, Scott Parker.

Arsenal

O Arsenal viu a vigésima oitava jornada marcada pelo facto de ter concedido o seu milésimo golo na Premier League, desde a sua formação em 1992. O Arsenal torna-se assim o oitavo a juntar-se ao clube dos mil golos sofridos, sendo o terceiro clube do chamado ‘Top 6’ a fazer parte, com o Liverpool e o Tottenham a integrarem também a lista. O Tottenham encontra-se curiosamente na renhida luta pelo pouco desejado primeiro lugar dessa mesma lista. Com o Everton a apenas oito golos de distância (1304) o Tottenham, com 1296 golos sofridos no total, terá que ter cuidado para, até ao final da época, não atingir o topo desta tabela do qual não quererá ser ‘campeão’.

Manchester United

Não só a vitória dos Reds Devils a meio da semana tornou United no carrasco do Crystal Palace, sendo que a equipa londrina terá agora perdido mais jogos para o United (12) do que para qualquer outra equipa da Premier League, como também assinala mais um record histórico. A equipa do norte de Inglaterra terá agora vencido oito jogos consecutivos para todas as competições, pela primeira vez na sua história. A proeza é mais uma vez obra de Ole Gunnar Solskjær, que parece não ter limites, já que na jornada anterior o treinador norueguês tinha feito história como o primeiro de todos os tempos a conquistar 26 pontos (em 30 possíveis) nas suas primeiras dez jornadas à frente de um clube na Premier League. A vigésima oitava jornada viu Solskjær aumentar os números desse mesmo recorde, tendo agora conquistado 29 pontos em 33 possíveis.

Esta semana na Premier League

Liverpool & Manchester City

A corrida pelo título não poderia estar mais interessante e emocionante. Na semana passada falei de como a pressão poderia afetar o Liverpool, e como poderá muito bem ser o fator mais importante na decisão do título 2018/19.

créditos: Anthony DEVLIN / AFP

Com apenas dez jornadas por jogar e um ponto apenas a separar os, agora, únicos candidatos ao título, é impossível dizer com certeza quem levará a melhor sobre quem. Para já, e para não deixar diminuir a pressão do Liverpool, após uma vitória folgada sobre o Watford, joga-se neste domingo, dia 3 de março, pelas 16h15, um dos maiores dérbis ingleses, o dérbi de Merseyside. Na primeira volta, jogada não há muito tempo, a 2 de dezembro, o Liverpool saiu vitorioso de Anfield. Com um golo de Divock Origi ao nonagésimo sexto minuto, o Liverpool poderia ter facilmente perdido dois pontos nesse encontro e termos as posições na tabela classificativa trocadas, com o Manchester City na liderança. Se há razão pela qual o Everton, seu eterno rival, gostaria de ficar conhecido esta época, seria por ter arruinado as chances do Liverpool chegar finalmente ao seu primeiro título da Premier League.

Já o Manchester City, com a tarefa na teoria mais facilitada, visita o Bournemouth no sábado, dia 2 de março pelas 15h00. Com o Bournemouth a fazer um campeonato tranquilo, este não terá grande pressão para enfrentar o campeão em título e poderá muito bem — já que a qualidade que tem apresentado nos últimos quase quatro anos de Premier League nos dá garantias de que poderão estragar os planos dos Citizens — influenciar a corrida pelo título. De recordar que na primeira volta, a partida jogada na casa do City só viria a ficar resolvida na segunda parte, dando-nos um bom indicador de que poderemos assistir a um jogo emotivo.

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