"Foi só uma vez, era jovem. Estava no Sporting, mas não foi nada muito sério. Fiquei chocado, porque era jovem. É algo com que aprendemos a lidar", contou o lateral, de 26 anos, em entrevista ao jornal britânico The Guardian, recordando os insultos que ouviu da mãe de um dos adversários, a partir da bancada.

Segundo o jogador, internacional português em sete ocasiões, "há limites para o que se pode fazer no futebol", onde por vezes pode parecer "que vale tudo", mas é preciso que "todos tenham consciência do racismo no futebol" e que todas as partes se coloquem "contra qualquer tipo de discriminação", promovendo um debate para "mudar mentalidades".

O antigo jogador de Vitória de Guimarães, FC Porto e Nice (França), em destaque em Inglaterra esta época, com cinco golos e oito assistências, está a recuperar de uma lesão grave contraída ainda antes da suspensão do campeonato, devido à pandemia de covid-19.

"Pensei que poderia jogar o próximo jogo, porque não era sério. Mas, após os resultados dos exames, foi um grande choque", revela o futebolista, que conta ainda poder jogar esta época mas não arrisca uma data de regresso.

O objetivo é entrar nas contas da seleção nacional, na qual reconhece ser "mais difícil assistir do que jogar" aos encontros, lembrando a competição que tem no lugar de lateral direito, com João Cancelo (Manchester City) e Nelson Semedo (FC Barcelona).

O Leicester é terceiro classificado da ‘Premier League', à 30.ª jornada, e Ricardo Pereira aponta à "grande oportunidade de fazer algo bom", como um novo pódio, após a inédita conquista do título pelos ‘foxes', em 2015/16.

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