Em declarações à agência AFP, a UEFA justificou que, “após uma análise mais aprofundada” entendeu que a inscrição na camisola, nomeadamente a expressão “Glória aos nossos heróis”, tem “claramente natureza política”.

O organismo do futebol europeu entende, assim, que a Ucrânia “deve retirar” essa frase, tendo em vista os jogos do Euro2020, competição em que integra o grupo C, com Países Baixos, Macedónia do Norte e Áustria.

A frase “Glória aos nossos heróis”, retirada de um cântico patriótico e celebrizada no levantamento popular da praça Maidan, em 2014, que levou à queda do presidente Viktor Ianukovitch, aparece inscrita dentro da gola.

Em contrapartida, a UEFA valida o aparecimento na camisola da Crimeia, que Moscovo anexou em 2014, bem como os territórios ocupados por separatistas pró Rússia, e a frase “Glória à Ucrânia”.

O organismo do futebol considera ser “uma frase genérica e apolítica”, se for analisada isoladamente e não combinada com a outra inscrição, o que, nesse caso, lhe daria uma conotação política.

Entretanto, a Rússia disse também hoje estar satisfeita que a UEFA lhe tenha dado razão parcial.

“Sejam heróis desportivos e terão a glória, é assim e não com propaganda nacionalista que honrarão a pátria”, assinalou a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, em reação à decisão da UEFA.

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