“A final vai disputar-se no Bernabéu no dia 9″, declarou o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, durante uma conferência de imprensa na sede do organismo, em Assunção.

A marcação do jogo para a capital espanhola aconteceu pouco depois de o Tribunal de Disciplina da Conmebol ter recusado o recurso apresentado pelo Boca Juniors, que pretendia ver-lhe atribuído o troféu, devido ao ataque de que os seus jogadores foram alvo quando o autocarro chegava ao estádio do River Plate, no dia 24 de novembro, e que motivou o adiamento do jogo.

Em comunicado, o Boca Juniors informou que vai recorrer da decisão anunciada pela Conmebol no domingo e, possivelmente, perante o tribunal de arbitragem do desporto.

Depois deste anúncio, o rival da capital argentina anunciou que vai apelar da sanção económica, da punição de jogar dois jogos internacionais em 2019 à porta fechada e que vai reivindicar o estatuto de visitado no jogo final da Taça Libertadores.

“O Club Atlético River Plate informa que fará as propostas legais e os recursos pertinentes em relação à resolução da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) e do seu Tribunal Disciplinar, em relação à mudança de local para disputar a partida final da Taça Libertadores 2018, da sanção económica e da proibição de disputar dois jogos públicos oficiais organizados pela CONMEBOL”, pode ler-se no comunicado.

No encontro da primeira mão, disputado a 10 de novembro, no estádio La Bombonera, casa do Boca Juniors, registou-se em empate 2-2. Esse jogo também se realizou um dia depois do previsto, devido às chuvadas que inviabilizaram a utilização do relvado.

“Este é o desporto rei. Nós, que sabemos isto e sabemos que se trata apenas de ganhar ou perder e não de matar ou morrer, estamos a dar um passo em frente”, afirmou Alejandro Domínguez, agradecendo ao governo espanhol, liderado por Pedro Sánchez, aos presidentes da FIFA e da UEFA, Gianni Infantino e Aleksander Ceferin, e ao “amigo” Florentino Pérez, presidente do Real Madrid.

O Tribunal de Disciplina da Conmebol decidiu mandar reprogramar o encontro da segunda mão da final da Taça Libertadores – pela primeira vez disputada entre dois clubes argentinos -, puniu o River Plate com a realização de dois jogos à porta fechada em 2019 e ainda multou os ‘milionários’ em 400 mil dólares (cerca de 351 euros ao câmbio de hoje).

Tanto o River Plate como o Boca Juniors, que viu cair a sua pretensão de conquistar o troféu na ‘secretaria’, têm sete dias para recorrer das decisões.

Depois do ataque ao autocarro à chegada ao estádio Monumental, em Buenos Aires, de que resultaram ferimentos em vários jogadores, o encontro foi adiado para 25 de novembro, mas o Boca Juniors considerou que a sua equipa não tinha condições para jogar no dia seguinte, e os dois clubes acordaram que o jogo fosse reagendado para outra data.

Vários jogadores do Boca ficaram feridos, por serem sido atingidos por vidros ou devido ao uso de gás lacrimogéneo por parte da polícia, com o capitão Pablo Pérez a ter de ser assistido no hospital, antes de regressar ao estádio, com uma pala a proteger o olho esquerdo.

A final da edição de 2018 da Libertadores é a última jogada em duas mãos, uma vez a partir de 2019 será disputada em jogo único, como na Liga dos Campeões europeus.

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