O jogador de futebol terá, a partir de fevereiro do próximo ano, uma nova casa. Será em Odivelas, integrado num complexo desportivo anexo ao pavilhão multiusos.

O Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol “investiu 1,5 milhões de euros na construção de uma nova sede, campo de relva natural e sintético e balneários”, começou por dizer Joaquim Evangelista numa cerimónia que decorreu hoje no Pavilhão Multiusos de Odivelas, num evento em que a estrutura a que preside se associou à Câmara Municipal de Odivelas no âmbito da candidatura desta localidade a Cidade Europeia do Desporto 2020.

Com a afetação de “verbas próprias”, salientou, “é um projeto de academia do jogador, em que este será o protagonista efetivo e que tem que assumir o seu papel. Queremos que seja o responsável de ligação entre a comunidade e o desporto e que ocupe o espaço naturalmente”, continuou. "Será uma cidade desportiva para todos e na qual vemos o desporto como coesão social e territorial”, acrescentou.

A nova casa do Sindicato e do jogador, que será inaugurada “oficialmente em fevereiro”, vai “ao encontro das necessidades dos jogadores, que não se esgotam nas questões laborais”, reforçou Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato dos Jogadores.

Com uma aposta clara na “educação”, será desenvolvida igualmente uma aposta “na educação financeira, no apoio à escolaridade e às carreiras duais para desenvolver oportunidades noutras áreas, no combate ao match-fixing ou na defesa da saúde”, referiu. “Temos uma visão 360 graus que envolve educação, emprego e saúde”, resumiu.

Inclusão de migrantes, apoio às mulheres, empreendedorismos

De entre as diversas áreas de intervenção do Sindicato dos Jogadores, Joaquim Evangelista destacou os projetos europeus curso na área da Educação. “Temos o “spin” (inclusão social dos migrantes e que integra o setor feminino), o “goal” (carreiras duais com envolvência de universidades) e outros dois recentemente aprovados e inseridos no Programa Erasmus +, que são o “yoda” (carreiras duais) e o “halt” (relacionado com o assédio sexual no futebol feminino).

A nível de Emprego, para além do “Estágio para Jogadores Desempregados” que se realiza anualmente (em 16 edições, 965 participantes e 573 colocados com taxa de empregabilidade de 60 %), Evangelista adiantou uma novidade: o “Jogador Startup”, um projeto novo e internacional que nasceu numa parceria com a Universidade Nova e no qual serão desenvolvidas “três 3 formações dirigidas para jogadores: emprego, startup ou investidor, envolvendo empreendedorismo, inovação e novas tecnologias” e o projeto “Contrata um Jogador” no qual se estabeleceram “acordos específicos com seguradoras, imobiliárias, entidades relacionadas com o exercício físico e turismo em que será dada formação aos jogadores com empresas dessas áreas”, especificou.

Por fim, na relação com a comunidade está em curso o “Spwin Womem” que se insere na “inclusão de refugiadas e migrantes através do desporto” e a Semana contra o racismo e violência no desporto (16ª edição), conclui.

O evento de apresentação formal da “nova casa do jogador” serviu de desculpa para um encontro de velhas glórias do futebol português, numa partida em que subiram ao relvado Pedro Pauleta, Paulo Madeira, João Oliveira Pinto entre outros.

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