“No âmbito do SC Braga Solidário, vamos doar 10% da receita dos encontros com o FC Porto e Benfica – ambos a contar para a Liga –, na esperança de contribuirmos para atenuar o sofrimento de todos aqueles que foram afetados por esta calamidade”, refere a nota dos bracarenses.

O clube, terceiro classificado na Liga, diz estar “sensibilizado com a tragédia que se abateu sobre Moçambique e o seu povo” e que “acompanha com especial apreensão os dias difíceis que vivem todos os moçambicanos”.

“Em horas difíceis, a ajuda de todos torna-se decisiva. Os dois encontros adquirem, assim, cariz solidário e uma importância superlativa, num jogo da vida que não conhece fronteiras”, acrescenta o Sporting de Braga.

O jogo com o FC Porto, segundo classificado na Liga, está marcado para o próximo sábado (15:30), na 27.ª jornada, e com o Benfica, líder do campeonato, no fim de semana de 27 e 28 de abril, a contar para a 31.ª ronda.

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, no Zimbabué e no Maláui fez pelo menos 761 mortos, segundo os balanços oficiais mais recentes.

Em Moçambique, o número de mortos confirmados subiu hoje para 446, no Zimbabué foram contabilizadas 259 vítimas mortais e no Maláui as autoridades registaram 56 mortos.

O ministro da Terra e do Ambiente moçambicano, Celso Correia, sublinhou hoje que estes números ainda são provisórios, já que à medida que o nível da água vai descendo vão aparecendo mais corpos.

O número de pessoas afetadas em Moçambique subiu para 531.000 e há 109.000 entradas em centros de acolhimento, das quais 6.500 dizem respeito a pessoas vulneráveis - por exemplo, idosos e grávidas que recebem assistência particular.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou que está a preparar-se para enfrentar prováveis surtos de cólera e outras doenças infecciosas, bem como de sarampo, em extensas zonas do sudeste de África afetadas pelo ciclone Idai, em particular em Moçambique.

O ciclone afetou pelo menos 2,8 milhões de pessoas nos três países africanos e a área submersa em Moçambique é de cerca de 1.300 quilómetros quadrados, segundo estimativas de organizações internacionais.

A cidade da Beira, no centro litoral de Moçambique, foi uma das mais afetadas pelo ciclone, na noite de 14 de março.

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