Num comunicado, o clube de Alvalade lamentou o indeferimento do recurso apresentado por Rúben Amorim à sanção de 15 dias por ter sido expulso, por alegadas palavras dirigidas à equipa de arbitragem, no final do Sporting-Famalicão (1-1), da 26.ª jornada da I Liga, e revelou a existência de provas suficientes para ilibar o treinador.

“A Sporting CP SAD apoiará o treinador Rúben Amorim na impugnação judicial da sanção aplicada e mantida pelo CD”, lê-se no documento publicado no site oficial dos ‘leões’.

Para o atual líder da I Liga, o CD da FPF voltou a “desprezar a verdade dos factos, preferindo sancionar os agentes desportivos de forma cega e acrítica, demitindo-se das suas verdadeiras funções”.

“É absolutamente incompreensível que, estando em causa palavras alegadamente proferidas e que, com toda a probabilidade, terão sido gravadas pelo sistema de comunicação da equipa de arbitragem, se rejeite e inviabilize a utilização desse meio de prova e a audição, com contraditório, dos autores do relatório”, reforçou o emblema lisboeta.

O Sporting frisou que Rúben Amorim “não utilizou as palavras que lhe são imputadas no relatório do árbitro” e que nem se dirigiu à equipa de arbitragem no final da partida.

“A rejeição de meios de prova obviamente pertinentes, úteis e indispensáveis à aclaração da verdade dos factos não serve o interesse da justiça disciplinar nem da verdade desportiva. A justiça desportiva tem obviamente de ser célere, mas tem de ser justa”, consideraram os ‘leões’.

Por essa razão, o Sporting lamentou que o CD da FPF tenha seguido o caminho da “não transparência, optando por decidir não tendo como base a evidência da prova”.

A confirmação do castigo de Rúben Amorim significa que o técnico vai continuar ausente nos próximos dois jogos da equipa ‘leonina’ no campeonato (Belenenses SAD em casa e Sporting de Braga fora), depois de já ter falhado o duelo no Algarve com o Farense (1-0), e que terá que pagar uma multa de 6375 euros.