Braga, Sporting, Benfica e Porto estão apurados para a final four da 14.ª edição da Taça da Liga, a disputar em Leiria, no Estádio Magalhães Pessoa, de 19 a 23 de janeiro. A presença dos quatro emblemas na fase final, repetindo o painel de 2019-2020, tem sido uma tendência desde a criação do troféu, em 2008.

A Allianz Cup, competição envolvendo clubes das duas principais divisões nacionais, juntou, este ano, num modelo adaptado à situação pandémica, oito equipas, seis da primeira Liga, duas da segunda Liga.

Ao longo dos anos mudou de formato até estabilizar no atual, em vigor desde 2016-2017, com quatro equipas a disputarem meias-finais e final na mesma semana.

O jogo decisivo passou por quatro estádios e cidades, Faro, Coimbra, Leiria, à qual regressa, e Braga, o troféu mudou cinco vezes de forma, foi apadrinhado por quatro patrocinadores, mas os vencedores (cinco), os finalistas e semifinalistas da terceira competição nacional têm sido, invariavelmente, os mesmos, salvo honrosas exceções.

Só por uma ocasião, um dos “Três Grandes” do futebol nacional não marcou presença na final. Em 2016-2017, o Braga, o tal clube que se apresenta à porta do trio, foi derrotado pelo Moreirense. A equipa de Moreira de Cónegos (treinada então por Augusto Inácio) ergueu a Taça uma única vez, repetindo o feito do outro outsider, o Vitória Futebol Clube. Os sadinos, liderados por Carlos Carvalhal, foram os vencedores da primeira edição, frente ao Sporting.

Benfica: o papa-taças

Ao olhar para o ainda curto historial da prova, as águias somam sete troféus, tantos quantas as finais que atingiu. O Braga, “Campeão de Inverno” em título (derrotou o Porto, por 1-0), e Sporting, conquistaram dois cada.

Os encarnados dominaram entre a segunda e a nona edições da Taça da Liga, domínio interrompido em 2012-2013, ano da primeira vitória bracarense, impondo-se ao FC Porto.

Os Dragões são os campeões das finais perdidas: quatro, no total, frente ao Benfica, Sporting e Braga, com quem perderam por duas vezes, a última, como referido, no ano passado. O Marítimo foi finalista duas vezes, perdendo ambas frente ao Sport Lisboa e Benfica. Os madeirenses sofreram a maior goleada (6-2), em Coimbra, em 2015-2016.

Os leões numa relação mista com as grandes penalidades

O Sporting conquistou por duas vezes a competição, ambas através da marcação de grandes penalidades (Setúbal e Porto). Curioso o facto de ter sido no pontapé de 11 metros que perderia as restantes duas finais. Na primeira edição diante da equipa do Vitória Futebol Clube (jogo apitado por Pedro Proença, atual presidente da Liga) e no ano seguinte, diante os rivais da Segunda Circular, num encontro manchado pela polémica arbitragem de Lucílio Baptista.

Os leões estão associados às quatro vezes em que a decisão da competição passou pela pontapé frontal à baliza no momento de maior angústia do guarda-redes. Um sentimento que Renan Ribeiro, o último reduto da defesa leonina, não sentiu no ano de 2018-2019. Defendeu três penalidades nas meias-finais (frente ao Braga) e uma, diante os azuis e brancos, transformando-se num herói aos olhos dos adeptos verde e brancos.

Entre os finalistas vencidos entram, por uma vez, a equipa que mora em Setúbal, o Rio Ave, o Paços de Ferreira e o Moreirense. Às meias-finais, até 2016-2017 e daí para a frente, com o formato de final four, chegaram Gil Vicente, Rio Ave, Nacional, Académica, os dois “Vitórias”, Guimarães e Setúbal, Portimonense e a AD Oliveirense, único clube do segundo escalão a atingir tal patamar.

A prova do treinador português e do goleador que nunca chegou à final

Até à data, dois treinadores estrangeiros ergueram o troféu. O espanhol Quique Flores, na época 2008-2009, ao serviço das “águias” e Marcel Keizer, holandês ao serviço dos leões. As restantes, ficaram em “casa”, entregues a treinadores portugueses. Jorge Jesus é o “rei” das taças. Seis, ao todo, cinco representando o clube presidido por Luís Felipe Vieira e uma, enquanto treinador do Sporting Clube de Portugal (2017-2018).

Rúben Amorim, no ano passado escreveu um novo capítulo na história do troféu. Tornou-se o primeiro a vencer a competição enquanto jogador — em seis ocasiões, cinco ao serviço do Benfica e uma com as cores do Braga, em 2013, treinado por José Peseiro — e na pele de treinador ( no banco dos arsenalistas).

Este ano, o timoneiro leonino pode acrescentar mais um número ao seu curriculum pessoal, à imagem do que poderá acontecer a Jorge Jesus, de regresso ao Benfica.

Carvalhal, hoje no Braga, poderá conquistar a segunda taça. Com quatro finalistas treinados por “homens do banco” made in Portugal, a única certeza é que será um treinador nacional a inscrever o nome nos vencedores na edição 2020 da Taça da Liga.

Luisão, ex-internacional brasileiro ao serviço das águias, é o jogador mais titulado. Tem tantas taças quantas as que o clube que representou. Jardel, ex-colega de equipa, leva 11 participações e pode acrescentar mais uma. Por fim, Tozé Marreco, que nunca disputou uma fase final, é o goleador-mor. 12 golos no total, mais um que Liedson (Sporting). Ambos já não pisam o relvado.

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