Ontem a equipa Rádio Popular-Paredes-Boavista decidiu colocar-se de fora da 40.ª Volta ao Alentejo, com o diretor desportivo José Santos a afirmar que a autosuspensão surgiu na sequência dos casos de doping de Daniel Freitas, arguido na operação ‘Prova Limpa’, que foi suspenso em dezembro por três anos pela Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) e de João Benta.

Entretanto, foi aberto um processo por parte da União Ciclista Internacional (UCI) e em comunicado, a equipa portuguesa anunciou a suspensão por parte do organismo internacional que tutela o ciclismo mundial.

"Por virtude de punições aplicadas aos ex-atletas da equipa, João Benta e Daniel Freitas, resultantes de infrações pelos mesmos cometidas à revelia das orientações que sempre lhes foram transmitidas, deliberou a UCI punir a equipa de ciclismo com a pena de suspensão por 30 dias, estando assim impedida de participar em provas internacionais”, lê-se na nota enviada na noite de terça-feira.

A suspensão, a segunda a cumprir pelos ‘axadrezados’ em menos de um ano, vigorará entre 19 de março a 17 de abril, indica o comunicado, assinado pelo diretor desportivo José Santos, no qual se destaca o facto de a UCI ter reconhecido “a inexistência de qualquer responsabilidade da Direção e Corpo Técnico da Equipa”.

Na base da suspensão dos ‘axadrezados’ esteve o artigo 7.12.1 do Regulamento Antidopagem da UCI, que preconiza que “se num período de 12 meses dois ciclistas e/ou pessoas contratadas por uma equipa registada” naquele organismo forem notificados de “um resultado analítico adverso por um método ou substância proibidos” ou “de uma violação antidopagem” resultante de alterações no passaporte biológico, “a equipa deve ser suspensa […] de participar em eventos internacionais por um período a determinar” pela Comissão Disciplinar da UCI. “A suspensão não deve ser inferior a 15 dias e superior a 45”, lê-se ainda naquele artigo.

A Rádio Popular-Paredes-Boavista já tinha estado suspensa 20 dias, entre 29 de abril e 18 de maio de 2022, na sequência dos castigos aplicados a Domingos Gonçalves e David Rodrigues, por irregularidades no passaporte biológico.

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