O US Open, torneio norte-americano que vai na 51.ª edição da era Open, atribui este ano o maior prémio de sempre da história do ténis mundial. Ao todo, a organização do último grande torneio do Grand Slam do ano entregará mais de 51 milhões de euros, incluindo os prémios distribuídos pelos quadros masculinos e femininos singulares (mais de 38 milhões de euros), pares (mais de seis milhões de euros) e qualifying (cerca de três milhões de euros).

Os vencedores dos quadros individuais, masculino e feminino, recebem 3,42 milhões de euros cada um. Um valor substancialmente diferente do atribuído em 1968. Na altura, estando também em causa o maior valor em prémios no ténis à época (noventa mil euros), a organização destinava 12 mil euros ao vencedor masculino e cinco mil à atleta feminina (Virginia Wade). No entanto, nesse ano, o vencedor masculino acabou por não receber o prémio. O norte-americano Arthur Ashe, tenente do Exército dos EUA e primeiro afro-americano a vencer um título individual de uma prova do Grand Slam, não teve direito aos 12 mil euros, mas sim uma compensação diária de 14 euros, devido ao estatuto de amador.

Cinco jovens na linha dinástica para suceder aos três trintões

Após o fim da fase de qualificação, a 139.ª edição do US Open, quarta e última prova do Grand Slam, arranca oficialmente hoje e termina no próximo dia 8 de setembro.

O peso da história parece ainda estar do lado dos “três grandes” nomes do ténis mundial, curiosamente os três jogadores, todos trintões, que ocupam o pódio do ranking ATP: Novak Djokovic, 32 anos, n.º 1 mundial e vencedor no ano passado; Rafael Nadal, com 33 anos, n.º 2, ambos com três títulos no US Open; e Roger Federer, 38 anos, cinco vezes vencedor do torneio na Era Open, um feito que divide com Jimmy Connors e Pete Sampras.

A desafiá-los, não só no piso duro do USTA Billie Jean King National Tennis Center, em Flushing Meadows, Nova Iorque, palco do US Open desde 1978, mas também nos grandes torneios, surgem cinco atletas, todos com idades até aos 25 anos, que ocupam o top 10 mundial. São eles: Dominic Thiem (25 anos), n.º 4, Daniil Medvedev (23), n.º 5, Alex Zverev (22), n.º 6, Stefanos Tsitsipas (21), n.º 8, e o n.º 9 Karen Khachanov (23).

No media day (conversas com a comunicação social), que antecedeu a entrada das estrelas nos courts, Alex Zverev apontou Thiem e Medvedev, este último vencedor em Cincinatti e que soma este ano 44 vitórias em torneios, como os principais candidatos. “Existem outros para além dos três grandes que podem ir longe aqui”, atirou.

Por sua vez, Medvedev, finalista em Montreal e em Washington, acrescentou estar “no meu melhor nível". "Posso ganhar a qualquer um”, afirmou. E o "qualquer um" começa já na primeira ronda frente ao grego Stefanos Tsitsipas.

João Sousa, atual 44.º mundial, é o único português em prova. O tenista, que no ano passado atingiu os oitavos de final (caiu aos pés de Djokovic), enfrenta amanhã na primeira ronda o australiano Jordan Thompson. Pedro Sousa e João Domingues ficaram pela fase de qualificação do US Open.

Williams à procura do recorde de 24 títulos no Grand Slam

No quadro feminino, Naomi Osaka, a japonesa de 21 anos vencedora do ano passado, entra em Flushing Meadows na liderança do ranking WTA e com a vitória este ano no Open da Austrália.

Depois da polémica final do ano passado, a norte-americana Serena Williams, n.º 8 e seis vezes vencedora da prova de Nova Iorque (um feito na era Open só alcançado por Christ Evert, sendo que a alemã Steffi Graf soma cinco), tentará o 24.º título individual de Grand Slam, facto que a coloca numa galeria ao lado da australiana Aussie Margaret Court, considerada a melhor tenista de todos os tempos.

A 139.ª edição da quarta e última prova do Grand Slam da época tem o condão de colocar no primeiro dia Maria Sharapova, uma das oito campeãs do US Open, no caminho de Serena.

A norte-americana Madison Keys, n.º 10 e vencedora em Cincinnati, a romena Simona Halep, vencedora este ano em Wimbledon, e a australiana Ashleigh Barty (Roland Garros) são alguns dos nomes a acompanhar nesta 51.ª edição do US Open, que tem transmissão no canal Eurosport.

[Notícia corrigida às 23:49]

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