Domingo, 22, às 14h00 locais (18h00 de Portugal Continental) os sete barcos que compõem a frota da Volvo Ocean Race deixam Itajaí, localidade brasileira localizada no Estado de Santa Catarina, a sul de São Paulo, para mais uma maratona à vela de 5700 milhas náuticas (10.555 km) rumo a Newport, Rhode Island, Estados Unidos da América.

Depois da partida de Alicante, no passado mês de outubro, com seis meses de volta ao planeta, a 8ª etapa da prova significa o regresso ao Hemisfério Norte, deixando, em definitivo, para trás a enorme travessia pelos Mares do Sul. Uma travessia que deixou marcas na prova com a morte de um pescador (em Hong Kong, num acidente com o Vestas) e do velejador John Fischer ao largo do Cabo Horn) e danos nos VO65 (com duas desistências a caminho do Brasil com o Vestas a chegar a Itajaí no dia 16 e o Scallywag na 5ª feira, 19).

Quando restam quatro etapas (Itajaí-Newport-Cardiff-Gotemburgo-Haia) e dois meses para ser anunciado o vencedor da edição 2017-2018 da Volvo Ocean Race, a emoção está ao rubro na 13ª edição da regata de circum-navegação.

A Dongfeng, liderada pelo skipper francês, Charles Caudrelier, saltou para o topo da classificação geral na chegada a terras brasileiras. A equipa sino-francesa, que soma cinco pódios em seis etapas, parte na liderança com mais um ponto que os espanhóis da MAPFRE, uma diferença que mais não é que uma gota de água na imensidão de cenários que se colocam na antecâmara da entrada e travessia do Atlântico Norte.

Na despedida da paragem brasileira da VOR, a tripulação capitaneada pelo espanhol Xabi Fernández venceu a In-Port Race, disputada ontem debaixo de 10 nós. As três vitórias nas regatas com terra à vista (Alicante, Guangzhou e Itajaí) e sete vezes no pódio, com três 2º lugares (Lisboa, Cidade do Cabo e Hong Kong) e bronze em Auckland, garantem ao barco espanhol a consolidação e ampliação da liderança nas sete regatas costeiras até agora disputadas, com cinco pontos de vantagem dos chineses da Dongfeng e 11 da AkzoNobel (segundo no Brasil). Pequenos ganhos que podem transformar-se em grandes pormenores finais.

créditos: Paulo Rascão | MadreMedia

“Ser o líder das In-Port é sempre bom. Sabemos o quão apertada é a classificação geral da regata, onde estamos apenas com um ponto de atraso em relação ao Dongfeng, por isso este resultado pode ser importante no final da competição”, referiu Xabi Fernández, skipper basco.

Nesta luta que se avizinha a dois na viagem pelo Atlântico Norte a dois, Dongfeng e MAPFRE, com a ligação entre os Estados Unidos e País de Gales a contribuir com pontos a dobrar, a tripulação do Brunel, a 10 pontos dos chineses da Dongfeng na classificação geral, sendo 4ª nas In-Port Series, poderá assumir-se com um outsider.

Bernardo Freitas fica em terra e segue Pinheiro de Melo

No último lugar da classificação geral, a Turn the Tide on Plastic, equipa com bandeira portuguesa (Fundação Mirpuri) e da skipper Dee Caffari conseguiu o seu melhor resultado nas In-Port Race.

O quarto lugar (somando 4 pontos), permite-lhe deixar o último lugar da classificação das regatas costeiras, ocupado agora pela Sun Hung Kai Scallywag (que não participou). Na classificação geral, no entanto, mantém-se na última posição com 20 pontos, a 3 do Vestas.

Na regata costeira no barco português esteve Frederico Melo, que segue para Newport, em substituição de Bernardo Freitas que se lesionou num ombro, no Brasil, sendo previsto que o velejador de Cascais regresse ao Turn the Tide on Plastic para a travessia atlântica, que ligará Newport a Cardiff.

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