Numa comunicação aos trabalhadores, a que a Lusa teve acesso, o presidente do Conselho de Administração da Groundforce, Alfredo Casimiro, diz que se começam a sentir "os primeiros impactos" do pedido para declaração de insolvência da SPdH (Groundforce), apresentado pela TAP (acionista com 49,9%), enquanto credora, na passada segunda-feira.

"Além de uma chuva de pedidos de esclarecimento, vários [fornecedores] informaram-nos que nos suspenderiam fornecimentos adicionais exceto se a Groundforce pagasse antecipadamente ou a pronto (ou saldasse toda a dívida já vencida)", refere o administrador e acionista maioritário da empresa de 'handling' (assistência nos aeroportos).

Segundo Alfredo Casimiro, "a Groundforce não tem condições no curto prazo para acorrer a todas as exigências dos seus fornecedores sem pôr em risco outras responsabilidades".

"Assumimos um compromisso com os trabalhadores para o mês de maio e tudo faremos para o cumprir. Não escondo que este pedido para declaração de insolvência não contribui em nada para esse objetivo porque não poderemos evitar algumas saídas de caixa para manter a operação", acrescenta o empresário.

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