“A Nokia investe em Portugal num centro de desenvolvimento e em dois centros globais na área do apoio ao cliente e isso acontece porque o país oferece não só um bom clima, mas sobretudo porque o país oferece excelentes recursos humanos”, assinalou António Costa, sublinhando que “é isso que Portugal tem de continuar a fazer, é continuar a atrair bom investimento, que gera não só emprego, mas sobretudo emprego de qualidade”.

O primeiro-ministro, que falava na inauguração daquela unidade de inovação com 400 profissionais (a maioria dos quais engenheiros), realçou que “aquilo que fez a Nokia crescer em 10 anos de uma empresa com 10 colaboradores em Portugal para uma empresa que tem dois mil trabalhadores foi, seguramente, essa busca do conhecimento e do talento”.

Além disso, “a Nokia é um excelente exemplo da parceria entre Portugal e a Finlândia”, adiantou o governante que falava na presença do homólogo finlandês, Juha Sipilä.

A Nokia está presente em Portugal desde 2007, ano em que se instalou em Alfragide, e criou há meses a unidade de inovação hoje inaugurada, junto ao edifício onde já estava, para alojar serviços tecnológicos avançados.

Em declarações à agência Lusa, o diretor-geral da Nokia para o sul da Europa, João Picoito, explicou que “esta unidade está muito vocacionada para aplicações de ‘software’, nomeadamente […] ‘machine learning’ [automatização de dados] e realidade aumentada, que são áreas tecnológicas para emergir e onde Lisboa está a dar cartas”.

Segundo o responsável, a multinacional Nokia continua a apostar no país devido à capacidade de Portugal “acolher novas ideias e novos investimentos” e pelo “contexto muito positivo”.

“Já estamos há alguns anos em Portugal e estamos com este novo investimento, também atraídos pela engenharia portuguesa e pela capacidade das nossas universidades de prepararem os engenheiros para o mercado de trabalho na área do ‘software’, que é a área em que trabalhamos”, notou João Picoito, escusando-se, contudo, a revelar montantes sobre o investimento neste novo polo de inovação.

A tecnológica finlandesa optou também por continuar no concelho da Amadora pelo apoio que tem tido das “autoridades para estruturar este ecossistema”, o que possibilitou também o alargamento, concluiu o representante da companhia.

No primeiro semestre deste ano, o grupo Nokia teve perdas de 266 milhões de euros, contra 437 milhões de euros do período homólogo de 2017. Neste período, a faturação baixou 6% para 5,3 mil milhões de euros.

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