“A criação de um regime excecional para que, até março de 2021, os lojistas dos centros comerciais paguem apenas a componente variável das rendas […] coloca em causa a viabilidade dos centros comerciais e pode conduzir alguns deles à falência”, defendeu, em comunicado, a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC).

De acordo com as estimativas da associação, esta medida pode levar ao encerramento de mais de duas mil lojas e a uma quebra de quase 25 mil postos de trabalho diretos e 50 mil indiretos.

Para os proprietários dos 93 centros comerciais que a APCC representa esta medida “demonstra desconhecimento do modelo de negócio dos centros comerciais, que correspondem a elevados investimentos com retornos relativamente baixos, tendo, por isso, como proprietários sobretudo investidores de muito longo prazo”.

Citado em comunicado, o presidente da APCC reiterou que, no atual contexto, os centros comerciais podem entrar em falência, destruindo milhares de empregos, lembrando que, neste fim de semana, no Reino Unido, “um dos maiores operadores de centros comerciais do país, a INTU, cuja dívida ascende a cinco mil milhões de euros, entrou em processo de insolvência”.

Assim, António Sampaio de Mattos afirmou ser necessário “conhecimento, ponderação e equilíbrio nas medidas a tomar”.

O presidente da APCC acrescentou que a proposta em causa, apresentada pelo PCP, não considera os apoios de 305 milhões de euros já acordados entre proprietários e lojistas para este ano, que abrangem mais de 87% dos lojistas.

Esta proposta não tem também em conta “o histórico de abordagem equilibrada e de negociação” do setor, concluiu.

[Notícia atualizada às 18h25]

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