Em Braga para o IV Encontro Fora da Caixa, dedicado à Industria 4.0 na dinâmica das empresas familiares, Paulo Macedo explicou que a carrinha com aquele balcão vai passar por partes do país que "não têm qualquer agência" bancária, da CGD ou doutro banco.

Paulo Macedo lembrou que "numa primeira fase", a carrinha da CGD vai disponibilizar serviços que não envolvam tesouraria, com principal enfoque em "trabalhar a parte da literacia" com a população.

"Queremos começar a trabalhar com a carrinha a partir do mês que vem. Para a semana, estaremos a fazer os circuitos com as agências da área e sobretudo queremos que, para além de irem para as áreas onde tínhamos agências, possam ir às áreas que não têm agências, porque não nos esqueçamos que uma parte significativa do país não tem qualquer agência", afirmou Paulo Macedo.

O responsável pela CGD explicou que o circuito do balcão móvel não está fechado: "Queremos passar no interior, tanto no Norte como no Sul, vamos ter mais que um circuito e obviamente também vamos depender de onde houver procura", frisou.

Segundo o ex-ministro da Saúde, o objetivo passa por "não só cobrir as que tinham presença física como outras áreas que sejam uteis às pessoas".

Quanto aos serviços disponibilizados pelo balcão móvel da CGD, Paulo Macedo explicou que o Banco de Portugal autorizou apenas serviços que não envolvam numerário.

"O que queremos, e que está autorizado pelo Banco de Portugal, é, numa primeira fase, todos os serviços que não impliquem disponibilização de tesouraria e, numa segunda fase, depois de estar estudada a questão da segurança, gostaríamos de alargar os serviços", disse.

"Mas o que é importante é trabalhar toda a parte de literacia, toda a parte de trabalhar com os mais idosos, dar informação, isso pode ser de imediato", salientou.

Até a final de 2017, a CGD tem previsto encerrar 61 agências, sendo 18 na área da Grande Lisboa, 15 a norte, 15 a sul e nas regiões autónomas e 13 na zona centro, segundo a lista revista divulgada em março.

O fecho de agências foi negociado com Bruxelas e é uma das contrapartidas acordadas para que a recapitalização da CGD que está a decorrer, num montante superior a 5.000 milhões de euros, não seja considerada ajuda de Estado.

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