Esta segunda estimativa coincide com a primeira dada a conhecer em abril e contrasta com um crescimento de 0,5% nos últimos três meses de 2017, que contribuiu para um avanço da economia britânica em 2017 de 1,8%.

A ONS indicou que a economia do país desacelerou desde o primeiro trimestre de 2017, "refletindo em parte o menor crescimento dos setores relacionados com o consumo".

O setor dos serviços expandiu-se 0,3% no primeiro trimestre, enquanto o da construção se contraiu 2,7%, refere a ONS.

O investimento empresarial recuou 0,2% no primeiro trimestre, enquanto o consumo das famílias subiu 0,2%, devido à pressão pelo persistente congelamento dos salários.

Uma forte queda do setor da construção, um setor industrial lento e a desaceleração do crescimento do setor dos serviços contribuíram para esta baixa taxa de crescimento.

A ONS afirmou que o clima rigoroso no Reino Unido em fevereiro e março, atingido pelo temporal "A besta do Leste", teve um impacto "relativamente pequeno" na economia do país.

O Banco de Inglaterra (Bank of England, BoE) optou em 10 de maio pela manutenção das taxas de juro em 0,5%, apesar de ter indicado previamente uma possível subida, devido precisamente ao escasso avanço do PIB no primeiro trimestre.

O governador do BoE, Mark Carney, advertiu na quinta-feira num discurso em Londres de que a entidade teria inclusivamente de ampliar as medidas de estímulo, em vigor desde a crise creditícia de 2008, se o período de transição de 21 meses depois do 'Brexit', a saída do país da União Europeia, acabar por ser "desordenado".

O Reino Unido deve sair UE em 29 de março de 2019, que marcará o início daquele período de transição, que terminará em dezembro de 2020.

Contudo, o Governo britânico e a Comissão Europeia ainda negoceiam o acordo do 'Brexit' ou saída britânica da UE e ainda não chegaram a um consenso sobre pontos chave, como a futura relação comercial e aduaneira.

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