À comitiva que ruma à MICAM junta-se um grupo de mais 35 empresas portuguesas — 13 de componentes para calçado e 22 de curtumes, uma das “maiores delegações portuguesas de sempre” — com presença marcada na Lineapelle, a mais importante feira internacional dedicada ao couro, acessórios e componentes para calçado, cuja 100.ª edição decorre de terça a quinta-feira, também em Milão.

Hoje, primeiro dia da feira, a comitiva nacional presente na MICAM recebe a visita do ministro da Economia e do Mar, António Costa e Silva, e do secretário de Estado da Economia, João Neves.

“A MICAM é a principal feira do setor e é muito relevante para as empresas nacionais, uma vez que reúne os maiores ‘players’ do setor a nível mundial”, salienta o presidente da Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS), que organiza a participação portuguesa nos eventos, citado num comunicado.

Segundo Luís Onofre, a presença portuguesa na feira “é da maior importância para consolidar os negócios”, numa altura em que a indústria portuguesa dá sinais de vitalidade nos mercados internacionais”, e está convicto de que 2022 será “um ano de forte afirmação do calçado português nos mercados externos”.

No primeiro semestre deste ano, Portugal exportou 40 milhões de pares de calçado no valor de 957 milhões de euros, o que representa um crescimento de 22% e 27,5%, respetivamente, em quantidade e valor, face ao mesmo período de 2021 e se destaca como “o melhor desempenho de sempre”.

Relativamente a 2019, anterior à pandemia, as exportações portuguesas de calçado estão a crescer 12,2%.

“Trata-se do melhor desempenho de sempre do calçado português nos mercados externos, ultrapassando mesmo o máximo histórico de 2017”, salienta a APICCAPS.

De acordo com a associação, o calçado português “está a crescer em praticamente todos os mercados mais relevantes”.

“Os dados do primeiro semestre de 2022 confirmam que o calçado português fez, durante a pandemia, os trabalhos de casa e, por isso, está a ganhar terreno aos seus concorrentes mais diretos”, destaca Luís Onofre.

Ainda assim, o dirigente associativo alerta que é preciso estar atento aos sinais externos, sustentando que a “pandemia, a guerra na Ucrânia e a inflação são razões mais do que suficientes para estarmos cautelosos relativamente aos negócios”.

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