Dados dos Serviços de Alfândega da China, publicados no portal do Fórum Macau, indicam que a China comprou aos países de língua portuguesa bens avaliados em 33,22 mil milhões de dólares (28,99 mil milhões de euros), mais 48,90%, e vendeu produtos no valor de 13,10 mil milhões de dólares (11,43 mil milhões de euros), mais 25,70%.

O Brasil manteve-se como o principal parceiro económico da China, com o volume das trocas comerciais bilaterais a cifrar-se em 33,18 mil milhões de dólares (28,94 mil milhões de euros) entre janeiro e maio, um valor que traduz um aumento anual homólogo de 37,97%.

As exportações da China para o Brasil atingiram 10,15 mil milhões de dólares (8,85 mil milhões de euros), refletindo uma subida de 32,78%, enquanto as importações chinesas totalizaram 23,02 mil milhões de dólares (20,08 mil milhões de euros), mais 40,39% face aos primeiros cinco meses do ano transato.

Com Angola, o segundo parceiro lusófono da China, as trocas comerciais cresceram 72,98%, atingindo 10,04 mil milhões de dólares (8,76 mil milhões de euros).

Pequim vendeu a Luanda produtos avaliados em 843,01 milhões de dólares (735,74 milhões de euros), mais 37,82%, e comprou mercadorias avaliadas em 9,2 mil milhões de dólares (8,02 mil milhões de euros), refletindo uma subida de 77,12%.

Já com Portugal, terceiro parceiro da China entre os países de língua portuguesa, o comércio bilateral cifrou-se em 2,25 mil milhões de dólares (1,96 mil milhões de euros) – mais 7,26% –, numa balança comercial favorável a Pequim.

A China vendeu a Lisboa bens na ordem de 1,48 mil milhões de dólares (1,29 mil milhões de euros), menos 4,69%, e comprou produtos avaliados em 761,69 milhões de dólares (76,169 milhões de euros), mais 42,08% face aos primeiros cinco meses do ano passado.

A China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como plataforma para a cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003, ano em que criou o Fórum Macau, que reúne a nível ministerial de três em três anos.

Os dados divulgados incluem São Tomé e Príncipe, apesar de só ter passado a fazer parte da ‘família’ do Fórum Macau no final de março, após a China ter anunciado o restabelecimento dos laços diplomáticos com São Tomé e Príncipe, dias depois de o país africano ter cortado relações com Taiwan e reconhecido Pequim.

O comércio entre São Tomé e Príncipe e a China é insignificante: entre janeiro e maio cifrou-se em 3,31 milhões de dólares (2,88 milhões de euros), valor que corresponde na totalidade às exportações chinesas.

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