“Se não tivermos uma companhia aérea própria pode ser um problema para a nossa soberania”, afirmou o ministro numa entrevista conjunta a cinco meios de comunicação social portugueses e franceses, entre os quais a Lusa, durante uma visita a Lisboa.

Bruno Le Maire apontou que “o turismo e o transporte aéreo são “os setores mais severamente atingidos pela crise” e que foi decisão do Governo francês “apoiar fortemente o turismo e as atividades relacionadas com o turismo”.

“Decidimos fazer exatamente isso com a Air France e, no setor aeronáutico, com a Airbus. Penso que não devemos poupar dinheiro no apoio a estas atividades, porque, mais uma vez, o que está por detrás é uma questão de soberania”, frisou.

O ministro respondia a uma pergunta sobre a necessidade de uma resposta europeia que permitisse a Estados como Portugal ter condições financeiras, que de momento não tem, para avançar com um apoio à TAP.

“Estou aberto a qualquer solução, incluindo ao nível europeu, e penso que o fundo de recuperação da União Europeia deve ser consagrado a esse tipo de apoio”, afirmou.

O ministro aludiu à alteração às regras dos apoios estatais decididas pela UE para facilitar as respostas nacionais à crise provocada pela pandemia de covid-19, qualificando-a de “a decisão certa no momento certo”.

“Em França, colocámos muito dinheiro na Air France. Demos um empréstimo à Air France de 7 mil milhões de euros. Não é pouco e vamos ter de pôr mais dinheiro porque não queremos que a Air France desapareça”, disse.

Bruno Le Maire concluiu hoje uma visita de dois dias a Lisboa, onde se reuniu com os ministros da Economia, Pedro Siza Vieira, e das Finanças, João Leão.

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