A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) “está pronta para acompanhar os órgãos de soberania nesta nova etapa da vida socioeconómica”, face à pandemia da covid-19, “em especial no que diz respeito ao investimento, aos empregos e às empresas”, afirmou Manuel Machado, que falava aos jornalistas, hoje, na sede da associação, em Coimbra, depois de ter participado numa reunião, por videoconferência, do Conselho Diretivo da ANMP.

“É importante repensar-se como fazer chegar” às empresas “os apoios que são indispensáveis para que não claudiquem”, sublinhou Manuel Machado.

Os municípios “estão disponíveis para dialogar com o Governo sobre as medidas” de apoio à recuperação da vida socioeconómica do país e serem “parceiros neste enorme desafio”, assegurou.

“Queremos todos que haja uma réstia de esperança fundamentada para que o desemprego seja controlável, para que a produtividade do setor empresarial consiga manter-se num nível razoável ou bom”, acrescentou.

Trata-se de “uma missão de grandes dificuldades” de “um caminho longo”, mas os autarcas estão “prontos para acompanhar todos nesta caminhada e a partilhar soluções de um modo construtivo, cooperante, idóneo, motivado”, garantiu Manuel Machado, que também é presidente da Câmara de Coimbra.

A Associação de Municípios “reconhece, na globalidade e mesmo na especialidade, as medidas que têm sido adotadas pelo Governo” e “salienta o grande empenho que tem havido para debelar a pandemia”, frisou o presidente da ANMP, considerando que se tem tratado de “um esforço importantíssimo” e com o qual os municípios se sentem “solidários”.

Os autarcas e as autarquias também acompanham “as preocupações que têm sido manifestadas”, designadamente pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e pelo primeiro-ministro, António Costa, com levantamento do estado de emergência, e alertam para a necessidade de se “fazer todo o processo de “abrandamento” das medidas de confinamento e isolamento social, para que “não haja nenhum transtorno que venha a complicar as coisas”.

“[É] indispensável que nos debrucemos, complementarmente, naquilo que também nos tem preocupado a todos” e que é a “nova etapa, a da vertente socioeconómica da nossa sociedade, das nossas comunidades, das pessoas”, sustentou Manuel Machado.

“É agora necessário despender energia a ajudar a salvar empresas, a proteger empregos, a manter a vida cultural e desportiva tão normal quanto possível”, referiu.

Mas isso “só será conseguido de for feito gradualmente, de forma construtiva, partilhada, de uma forma solidária”, concluiu.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 214 mil mortos e infetou mais de três milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Mais de 840 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 948 pessoas das 24.322 confirmadas como infetadas, e há 1.389 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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