O desempenho deste índice emblemático da praça nova-iorquina sustentou-se na valorização acentuada do título da Apple, que se destacou de uma época de divulgação de resultados, que na sua maioria têm saído melhor do que previsto.

Os resultados definitivos da sessão indicam que Dow Jones Industrial Average valorizou 0,24% (52,32 pontos), para as 22.016,24 unidades, num sexto recorde (e não quinto, como antes foi referido).

Donald Trump felicitou-se por este desempenho: “temos uma taxa de crescimento, um PIB (Produto Interno Bruto) bem mais elevado do que se esperava. Vai continuar a subir. Trabalhamos para isso”, disse.

O Nasdaq permaneceu quase estável, ao perder 0,29 pontos, para os 6.362,65. Já o S&P 500 valorizou uns mínimos 0,05% (1,22), para as 2.477,55 unidades.

Depois de ter aberto em alta clara, os três índices perderam a sua força, com o Nasdaq e o S&P 500 a passarem depois a maior parte da sessão no vermelho.

"Dow Jones ultrapassa os 20 mil pontos". Ok, mas vamos por partes: Dow quê?
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“Estes 20 mil pontos representam um nível importante psicologicamente. Frequentemente, quando se chega a um número redondo como este, o mercado faz uma pausa”, realçou Adam Sarhan, da 50 Park Investment.

“Este nível torna-se um ponto de apoio, com os investidores a esperarem para ver se o mercado tem dificuldades em o superar verdadeiramente ou se pode ultrapassá-lo”, adiantou, para explicar a timidez do Nasdaq e do S&P 500.

“Aconteceu a mesma coisa (na terça-feira) com o barril de petróleo, em torno dos 50’ dólares”, acrescentou este analista.

“A subida do Dow é totalmente devida à Apple”, relativizou Peter Cardillo, da First Standard Financial.

O desempenho da empresa norte-americana com a maior capitalização bolsista, superior a 800 mil milhões de dólares (675 mil milhões de euros), puxou pelo Dow Jones, do qual é um dos principais integrantes.

Apoiado pela solidez das vendas do seu produto emblema, o iPhone, o grupo da maçã apresentou resultados trimestrais superiores às expectativas, bem como boas previsões para o trimestre em curso.

De maneira geral, os resultados trimestrais das empresas têm-se revelado satisfatórios. O lucro por ação das empresas do S&P 500 deve aumentar em média 9,9% no segundo trimestre, em relação ao mesmo período do ano anterior, e 11% em termos anualizados, destacou Sam Stovall, da CRFA, citando os números da S&P Capital IQ.

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