As sanções afetam o Banco de Desenvolvimento Económico e Social da Venezuela (BANDES), o Banco da Venezuela SA e o Banco Bicentenário do Povo, da Classe Obreira, Mulher e Comunas, assim como as subsidiárias do BANDES na Bolívia e no Uruguai.

Devido às novas sanções norte-americanas todas as propriedades e interesses daqueles bancos nos EUA ficam bloqueados e à ordem do Escritório para o Controlo de Bens Estrangeiros do Departamento do Tesouro norte-americano. As sanções têm lugar depois de o Governo do Presidente Donald Trump anunciar que a detenção de Roberto Marrero traria consequências “imediatas e duras”.

“A contínua prática de parte do regime (venezuelano) de sequestrar, torturar e assassinar cidadãos venezuelanos não será tolerada pelos EUA, nem pela aliança internacional que apoia o presidente (Juan) Guaidó. O Roberto Marrero e outros presos políticos devem ser libertados de imediato”, disse o secretário do Tesouro dos Estados Unidos , ao anunciar as novas sanções.

Segundo Steven Mnuchin, o Presidente Nicolás “Maduro e os seus facilitadores têm distorcido o propósito original do banco” com parte de uma tentativa “desesperado por manter o poder”.

Entretanto, através do Twitter, o assessor de segurança da Casa Branca, John Bolton explicou que “o BANDES é, para o setor financeiro da Venezuela, o que a PDVSA (petrolífera estatal) é para o setor petrolífera. Esta ação vai afetar gravemente qualquer tentativa de movimento de dinheiro de parte de (Nicolás) Maduro e dos seus amigos”.

Segundo o deputado e economista venezuelano Ángel Alvarado, “as sanções contra o BANDES impede a Venezuela de reestruturar a dívida com a China”, sendo aquele organismo “o eixo da relação bilateral”.

Entre as consequências das medidas o deputado diz que “faz ainda menos provável um auxílio chinês para salvar a (Nicolás) Maduro)” e que “converte” a dívida venezuelana com a China “num tema geopolítico ainda maior”.

Segundo a imprensa venezuelana, a China é o principal credor da Venezuela.

Roberto Marrero, advogado de profissão, foi detido na madrugada de quinta-feira, na sua casa por cerca de 50 membros dos serviços secretos venezuelanos (SEBIN).

A detenção foi denunciada pelo autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, que se referiu ao acontecimento como uma violação da imunidade parlamentar e um “sequestro”.

Por outro lado, o deputado Sérgio Vergara denunciou, através do Twitter, que “durante a madrugada o regime usurpador [do Presidente Nicolás Maduro] realizou uma rusga ilegalmente” na sua residência e na de Roberto Marrero, que “foi sequestrado” e onde lhe colocaram armas intencionalmente.

Entretanto o Governo venezuelano acusou Roberto Marrero, de dirigir uma célula terrorista que pretendia desestabilizar o país.

“Roberto Marrero dirigia uma célula terrorista para desestabilizar o país”, disse aos jornalistas o ministro venezuelano das Relações Interiores, Justiça e Paz, Néstor Reverol.

Vários países e organismos internacionais já questionaram a detenção do chefe de gabinete do autoproclamado presidente interino da Venezuela, entre eles os Estados Unidos, reclamando que seja “libertado” pelas autoridades venezuelanas.

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