Segundo o documento, a faturação da indústria brasileira está a descer devido à procura estar em níveis “muito baixos” desde o fim de uma paralisação geral dos motoristas de camiões que ocorreu no país em maio de 2018.

A CNI reconhece que os resultados negativos no setor suplantam os positivos.

“A faturação recuou 2,7% em janeiro de 2019 e subiu apenas 0,1% em fevereiro. Assim, a faturação real da indústria cai 11,3% na comparação com março de 2018″, adianta a CNI.

O economista Marcelo Acevedo, um dos responsáveis pelo estudo, indicou que, devido à baixa procura, o nível de bens armazenados aumentou, o que impacta diretamente nas finanças das indústrias.

Na opinião do economista, a única saída para esta situação é “aumentar a procura”, o que é difícil num cenário de elevada taxa de desemprego como a que afeta o Brasil, onde cerca de 13,4 milhões de pessoas estão desempregados.

A economia brasileira entrou em recessão entre 2015 e 2016, período em que o Produto Interno Bruto (PIB) do país contraiu sete pontos percentuais e, desde 2017, mantém taxas de crescimento em torno de 1%, insuficientes para consolidar uma recuperação.

Para este ano, analistas de instituições financeiras privadas consultadas pelo Banco Central do país calculam que o crescimento será de, no máximo, 1,7%, quando em janeiro se projetava 2,5%.

Os mesmos analistas calculam que a economia brasileira poderá expandir-se mais fortemente em 2020 e crescer em torno dos 2,5% se o Congresso aprovar mudanças profundas no sistema de pagamento de pensões.

Um projeto com as mudanças sugeridas pelo Governo do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, para o sistema de pensões está em análise na Câmara dos Deputados (câmara baixa parlamentar) e poderá ser aprovada no segundo semestre deste ano.

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