Segundo Ana Mendes Godinho, que falava na cidade de Guarda, durante uma visita à Escola Profissional Ensiguarda, por ocasião dos seus 15 anos a qualificar e a formar jovens para o mercado de trabalho, o Governo começou hoje a pagar, “pela primeira vez, uma coisa que se chama a garantia para a infância e para a juventude”.

A governante disse, no seu discurso, que também assinalou a abertura do ano letivo 2022/2023, que “é inaceitável” que o país tenha 20% de crianças e jovens “em risco de pobreza”: “Isto é inaceitável. Isto significa que nós, como sociedade, estamos a falhar. Se há 20% das nossas crianças e dos nossos jovens que estão em risco de pobreza, significa que nós temos que garantir que isso não acontece”.

“Hoje começou a ser paga a garantia para a infância pela primeira vez”, referiu, explicando que a prestação não é só para crianças, é para jovens até aos 18 anos.

A ministra prosseguiu dizendo que “hoje, foram pagos adicionalmente, a 580 mil crianças no país, mais 54 milhões” de euros de abono de família, face ao que existia, e da nova garantia para a infância.

“Isto, eu acho que é mesmo transformar vidas e, acima de tudo, garantir que damos igualdade de oportunidades a todos”, afirmou.

Na sua intervenção, escutada pelo presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa, pela direção, por alunos e professores da Ensiguarda e por representantes de entidades e instituições locais, a titular da pasta do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social lembrou que este mês o Governo também começou a aplicar a medida de gratuitidade das creches, que espera que seja “transformadora de muitas vidas”.

“Quer dizer que nenhuma criança pode ficar de fora da creche apenas porque não tem dinheiro para a pagar. A lógica é: as creches são um instrumento para trazer as pessoas para dentro desta sociedade em que vivemos, desde que nascem, em igualdade de oportunidades, sem haver distinção das crianças porque tiveram a sorte ou o azar de nascer num sítio, ou numa família, ou com menos condições económicas”, explicou.

Na sua opinião, “isto é transformar oportunidades de vida, é dizer que as pessoas, desde o início, têm as mesmas condições de igualdade de oportunidade”.

Para Ana Mendes Godinho, trata-se de uma medida que “pode mudar a forma como olhamos para a igualdade de acesso de todos às mesmas oportunidades, independentemente de onde vivam, onde cresçam, em que família estejam”.

No ano letivo 2022/2023 a Escola Profissional Ensiguarda é frequentada por cerca de 450 alunos, segundo fonte da instituição.

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