No primeiro trimestre de 2021, o saldo das Administrações Públicas (AP) atingiu o valor negativo de 2.813,1 milhões de euros (5,7% do PIB), o que compara com um défice de 1,2% no período homólogo, segundo a informação divulgada pelo INE em junho.

O agravamento no primeiro trimestre do ano refletiu o confinamento geral decretado pelo Governo devido à pandemia de covid-19.

O défice registado no primeiro trimestre do ano ficou acima das previsões do Ministério das Finanças para o conjunto do ano, de 4,5% do PIB.

A previsão do Governo é mais otimista do que a do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do que a previsão da OCDE, de 5% e de 4,8%, respetivamente.

Já o Conselho das Finanças Públicas estima que o défice fique em 4,2% do PIB este ano.

Os economistas consultados pela Lusa na quarta-feira anteciparam uma melhoria do saldo orçamental no segundo trimestre, tendo em conta que, no primeiro trimestre, foi decretado um confinamento geral devido à covid-19.

O INE também vai divulgar hoje a segunda notificação do Procedimento dos Défices Excessivos (PDE) relativa a 2020, confirmando ou revendo o valor conhecido em março.

Nessa altura foi reportado um défice de 5,7% do PIB em 2020 em contabilidade nacional, correspondente a 11.501,1 milhões de euros, tendo o país regressado assim a terreno negativo após o excedente de 2019.

Com as contas nacionais trimestrais por setor institucional, o INE divulga ainda a taxa de poupança das famílias no segundo trimestre, que deverá registar uma diminuição, segundo os economistas consultados.

No primeiro trimestre do ano, período de confinamento geral, a taxa de poupança das famílias aumentou para 14,2% do rendimento disponível, atingindo o valor mais alto das séries das contas nacionais do INE.

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