A atualização do salário mínimo esteve em discussão na Concertação Social, com as centrais sindicais a reclamarem subidas superiores ao previsto no programa do Governo — a UGT 615 euros e a CGTP 650 euros -, mas as confederações patronais defendiam que a atualização não deveria ir além dos 600 euros.

A falta de entedimento levou o Governo a avançar com o valor de 600 euros, segundo explicou na altura o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva.

“Não houve nenhum consenso em ter uma subida mais elevada e, na inexistência desse consenso e tendo em atenção que o Governo preza também a previsibilidade para todos os agentes económicos, a decisão que tomou foi ser fiel ao seu programa”, declarou Vieira da Silva à saída da reunião da Concertação Social que concluiu a discussão sobre o salário mínimo.

No decreto-lei que atualiza o salário mínimo, publicado em 27 de dezembro no Diário da República, o Governo sublinha que a remuneração mínima foi aumentada quatro vezes ao longo da legislatura, resultando numa valorização nominal “na ordem dos 15% entre 2015 e 2018″.

O salário mínimo subiu de 505 euros para 530 euros em janeiro de 2016, para 557 euros em janeiro de 2017 e para 580 euros em janeiro de 2018.

No comunicado do Conselho de Ministros que aprovou a atualização do salário mínimo, em 20 de dezembro, o Governo estima que o aumento para 600 euros em 2019 beneficiará “mais de 750 mil trabalhadores”.

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