“Não podemos ter ilusões: se existir uma recessão na Alemanha, o impacto vai ser significativo em toda a Europa”, declarou, sublinhando que a aposta no setor do turismo, por exemplo, ao nível nacional é determinante.

António Costa Silva falava no Funchal, no âmbito da cerimónia de tomada de posse da delegação da Madeira da SEDES — Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, na qual foi um dos oradores, sobre o tema central “O papel da Madeira na economia nacional”.

“O turismo é um grande exemplo de que a diversificação pode eventualmente colmatar quebras que possam existir a partir da Alemanha ou do Reino Unido”, disse, destacando o crescimento de 30% registado este ano no número de turistas oriundos dos Estados Unidos.

“Somos país que pela sua própria História está conectado a todos os continentes do mundo. Se trabalharmos todos estes mercados de uma forma consistente é possível superar, ou pelo menos minimizar, algum desse impacto”, reforçou.

O governante socialista declarou, por outro lado, que o Ministério da Economia “não deve atrapalhar” o tecido empresarial, mas deve estar “ligado a todos os setores” para identificar os problemas e desenvolver um conjunto de políticas que “façam chegar o dinheiro o mais depressa possível às empresas”.

Na sua intervenção, António Costa Silva sublinhou a importância das regiões autónomas insulares — Madeira e Açores — no posicionamento de Portugal no mundo, realçando que “o conceito de país arquipelágico muda toda a perspetiva estratégica”.

O ministro considerou que a economia do mar vai “reformatar” o futuro das sociedades face à crise climática e disse ser fundamental o país “olhar para as infraestruturas que foram construídas na Madeira”.

“Temos de valorizar esta dimensão marítima”, reforçou.

Já o presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, mostrou toda a disponibilidade do executivo regional (PSD/CDS-PP) para colaborar com o Ministério da Economia em diversos projetos, nomeadamente nos relacionados com a transição digital, que considera essenciais para a economia da região, bem como uma “oportunidade histórica” para criar riqueza.

Albuquerque manifestou-se, por outro lado, solidário com António Costa Silva sobre a redução generalizada do IRC.

“Eu estou consigo”, disse, para logo acrescentar: “Pode inclusivamente utilizar o nosso exemplo [da Madeira] da descida de 30% do IRC para 14,8%, porque na verdade alargou a cobrança do imposto.”

Em 18 de setembro, António Costa Silva afirmou que uma redução do IRC transversal a todas as empresas seria “um sinal extremamente importante para toda a indústria” e “extremamente benéfico” face à atual crise.

“Hoje, face à crise que temos, penso que seria extremamente benéfico termos essa redução transversal e, a partir daí, ver qual é o impacto que pode ter no futuro”, disse o governante em declarações aos jornalistas à margem de uma visita às empresas portuguesas que participavam na feira de calçado MICAM, em Milão, Itália.

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