Os primeiros casos confirmados  de infeção por covid-19 em Portugal foram registados no dia 2 de março de 2020. No dia 16 registou-se a primeira vítima mortal e a 19 de março era declarado Estado de Emergência (que se irá prolongar até 17 de abril).

Depois de uma corrida aos supermercados — com aumentos de consumo na ordem dos 65% face ao período homólogo — os portugueses adotaram uma postura mais racional e económica na preparação para a vida em quarentena.

Assim, na semana entre 16 de 22 de março, segundo o barómetro da Nielsen, o crescimento do consumo foi de 7% comparativamente com o mesmo período do ano anterior.

No cabaz dos portugueses destacam-se os produtos alimentares e longa duração, como as conservas (+79% de consumo face ao período homólogo). Destaque ainda para uma preocupação acrescida com os animais de estimação, com os produtos para os amigos de quatro patas a crescer 15% face ao mesmo período do ano anterior.

Sem surpresa, os produtos de papel continuam a liderar a escolha dos consumidores portugueses neste período, com aumento notório no consumo de papel higiénico (+75%), seguido dos lenços, rolos e guardanapos e acessórios de limpeza.

Na categoria de produtos de higiene pessoal e do lar, as maiores quebras de consumo são registadas ao nível da maquilhagem (-54%), perfumes (-53%), produtos para calçado (-47%), ambientadores (-38%), cremes para pele (-33%) e produtos para barba (-22%) — ou não fosse o facto de os portugueses estarem em casa, fazendo menos uso deste tipo de produtos.

Todavia, Marta Teotónio Pereira, Client Consultant Senior da Nielsen, considera que esta é uma realidade de consumo “que poderá também vir a ser impactada pela evolução das condições financeiras dos portugueses".

"Depois de passada esta fase em que os portugueses prepararam a vida para a quarentena, é natural que procurem agora tornar a vida em casa mais suportável. Haverá por isso alguns produtos menos essenciais que podem vir a apresentar crescimentos, como por exemplo algumas categorias de bebidas. Até mesmo alguns produtos de beleza poderão ter também um lugar de maior destaque em casa, nesta fase em que não podemos sair (ex: idas ao cabeleireiro).  A evolução da composição da cesta de quarentena tem, portanto, uma parte experiencial e outra emocional e há aqui uma oportunidade para fabricantes e retalhistas atingirem vendas incrementais", sinaliza.

Comprar, mas à distância: nas atuais circunstâncias, os consumidores estão a optar por fazer compras a partir de casa e por isso o comércio online registou um crescimento de 34% na semana de 16 a 22 de março face ao período homólogo, com mais 41% dos lares portugueses a optar por este canal para a aquisição de produtos.

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