O empresário está hoje a ser ouvido na Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução como um dos grandes devedores do banco.

“Ao Novo Banco foi dado conhecimento de todas estas dificuldades e que as insolvências das empresas diminuíam as garantias prestadas. Contudo, a resposta foi sempre a mesma: nenhuma resposta”, explicou aos deputados na sua intervenção inicial, acrescentando que “não restou alternativa à família senão abrir mão das suas posições e convidar novos investidores para salvar as empresas”.

Apesar de compreender que “a resolução que tornou o BES em Novo Banco” tenha dificultado “algumas decisões operacionais que deveriam ser tomadas em tempo” e que “todo este caminho tenha sido difícil”, Bernardo Moniz da Maia deixou uma crítica clara.

“Já não compreendo que o Novo Banco tenha vendido a dívida da família Moniz da Maia por apenas 10% do valor. Por várias vezes fizemos propostas de valores muito superiores”, condenou.

O empresário disse também ter dificuldade em compreender “por que se arrastou tanto tempo a indefinição para, no fim, venderem a posição por tão pouco”, assegurando que a sua família “desde sempre quis honrar os seus compromissos fosse com o BES ou com o Novo Banco”.

“Por tudo isto, e na verdade, estou aqui como devedor não do BES, não do Novo Banco, mas sim à data desta audiência de um fundo não português quando tudo fiz para que não chegássemos a este ponto”, lamentou.

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